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Lula regulamenta Lei da Reciprocidade em reação a medidas de Trump

Medida será publicada no Diário Oficial desta terça-feira, antes de reuniões de Alckmin com empresários atingidos pela medida dos EUA

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Divulgação/Presidência da República
Imagem colorida de Lula com boné onde se lê o Brasil é dos brasileiros
1 de 1 Imagem colorida de Lula com boné onde se lê o Brasil é dos brasileiros - Foto: Divulgação/Presidência da República

O decreto que regulamenta a Lei da Reciprocidade e cria um comitê para desenhar a reação à taxação de 50% aos produtos brasileiros pelos Estados Unidos será publicado nesta terça-feira (15/7). O texto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dará a base para as reuniões do vice-presidente Geraldo Alckmin com os setores produtivos mais atingidos pela medida anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

A Lei de Reciprocidade Econômica foi aprovada com o apoio do agronegócio brasileiro como forma de se contrapor a restrições da União Europeia a produtos brasileiros, mas só foi aprovada pelo Congresso em abril, como reação ao primeiro tarifaço de Trump. Ela dá ao governo federal a possibilidade de adotar ações comerciais em resposta a medidas unilaterais de outras nações ou blocos econômicos.

A publicação do decreto dará segurança ao governo para realizar as reuniões com a indústria e com o agronegócio nesta terça. O vice-presidente Geraldo Alckmin será o coordenador do comitê e ouvirá os setores mais afetados pela tarifa de 50% anunciada por Trump ao Brasil. A medida foi uma retaliação do estadunidense ao andamento do inquérito do qual o ex-presidente Jair Bolsonaro, seu aliado, é alvo no Supremo Tribunal Federal (STF).

O decreto deve tornar o comitê permanente, com possibilidade de ser acionado em caráter de urgência em caso de decisões comerciais de parceiros importantes, que ameacem o mercado brasileiro. A publicação oficializará Geraldo Alckmin como coordenador, e também deve fixar a participação os ministros Rui Costa (Casa Civil), Mauro Vieira (Ministério das Relações Exteriores) e Fernando Haddad (Ministério da Fazenda).

Segundo Alckmin, que acumula o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, empresas estadunidenses serão convidadas. “Há a integração de cadeia. Somos o 3º comprador do carvão siderúrgico dos EUA. (…) As empresas americanas também serão atingidas. Então vamos conversar com as companhias, as entidades e a Câmara Americana de Comércio (Amcham)”, disse.

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