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Brasil

Lula recebe presidente do Panamá em meio à cobrança por preços na COP

Na última semana, representante do Panamá na ONU fez duras críticas à alta nas hospedagens para a COP30, em Belém

28/08/2025 11:42, atualizado 28/08/2025 11:46
Ricardo Stuckert / PR
Lula e o presidente do Panamá, José Raúl Mulino

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe, na manhã desta quinta-feira (28/8), o presidente do Panamá, José Raúl Mulino. O encontro deve abordar as relações comerciais e a crise de hospedagens na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), marcada para novembro, em Belém (PA).

A última reunião entre os líderes ocorreu em julho, durante a viagem do petista à Argentina para assumir a presidência do Mercosul. O Panamá formalizou adesão como membro associado do bloco em dezembro do ano passado. O presidente Lula manifestou interesse em assinar um acordo de livre comércio entre Mercosul e Panamá.

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Os dois também devem avançar nos diálogos sobre investimentos na área de infraestrutura portuária e de aviação.

Crise na COP30

Além das questões comerciais, a participação do país na COP30 deve entrar na pauta da conversa entre os chefes de Estado. Isso porque o Panamá é um dos países que defende a retirada do evento de Belém devido aos altos preços das hospedagens.

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Na semana passada, logo após a reunião do governo brasileiro com representantes das Nações Unidas, o diplomata panamenho Juan Carlos Monterrey Gómez fez duras críticas à organização da conferência.

“Estou totalmente surpreso, e francamente confuso, que pela terceira vez neste bureau, todas as regiões do mundo tenham falado a uma só voz com a próxima presidência do Brasil, e ainda assim nossas palavras parecem entrar por um ouvido e sair pelo outro. Parece que estamos vivendo em uma realidade alternativa toda vez que participamos dessas reuniões”, disse o representante panamenho no bureau da ONU.

“Mais de 70% das delegações não reservaram acomodação. Esse único número diz tudo: os arranjos atuais são impossíveis. As opções são 200%, 400% acima do subsídio diário da ONU, e simplesmente não são viáveis”, avaliou.

Durante o encontro, o governo brasileiro reafirmou a realização da COP30, em Belém, e negou o pedido das Nações Unidas para que se subsidiasse a participação de delegações na conferência.