Governo reafirma à ONU que COP30 será em Belém (PA)

Organização da COP30 e ministérios do governo Lula vão conversar com países por causa da dificuldade em custear hospedagens

atualizado

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Rafa Neddermeyer/Cop30 Amazônia
Belém, sede da COP30
1 de 1 Belém, sede da COP30 - Foto: Rafa Neddermeyer/Cop30 Amazônia

Em reunião com representantes da Organização das Nações Unidas (ONU), o governo brasileiro reafirmou que não há possibilidade de mudança na sede da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), marcada para novembro, em Belém (PA). A negativa ocorre após 25 países pedirem a retirada do evento da capital paraense em virtude do alto preço das hospedagens.

Nesse sentido, o governo anunciou uma força-tarefa para atender a cerca de 72 países com menos recursos e buscar soluções para garantir a participação no evento.

O grupo será coordenado pela Secretaria Extraordinária para a COP30, vinculada à Casa Civil, e terá apoio dos ministérios do Turismo, Relações Exteriores e Meio Ambiente, além do governo estadual.

“Essa força-tarefa vai começar dando atendimento aos 72 países, que fazem parte daqueles dois grupos que têm menos recursos, de acordo com a classificação da ONU. Os países de menor desenvolvimento relativo e as pequenas ilhas”, esclareceu o presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago.

“Nós vamos começar um diálogo direto com esses países para assegurar que eles confirmem as suas reservas tão logo quanto possível”, ressaltou.

Segundo o secretário extraordinário para a COP30, Valter Correia, até o momento, 47 países garantiram reservas, portanto, estão confirmados na conferência.

Subsídios

Outro ponto abordado na reunião foi uma sugestão da ONU para que o governo brasileiro subsidiasse a participação de alguns países no evento. A possibilidade foi descartada. A secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, ressaltou que o Brasil arca com “custos significativos” para a realização do evento, e “não cabe aos brasileiros” arcar com as delegações de outros países.

“A carta de ontem da ONU pedia explicitamente que, sem limitação do número de negociadores, a gente garantisse US$ 100 para os países menos desenvolvidos e insulares. E uma outra faixa para os países desenvolvidos. Nós falamos claramente que o Brasil não tem condição”, frisou a secretária.

O governo, no entanto, apoia a elevação no valor do auxílio ofertado pela ONU para subsídio das acomodações. Atualmente, o apoio fixado no caso da cidade de Belém é US$ 144 a diária. O pleito é para que a faixa seja equiparada aos valores oferecidos em outras capitais, como no caso de São Paulo, de cerca de US$ 250.

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