COP30: Brasil rejeita pedido da ONU por subsídios a hospedagens

Em reunião com a ONU, governo brasileiro descartou a possibilidade de oferecer subsídios para acomodação das delegações de países

atualizado

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Rafael Medelima/COP30
Belém, sede da COP30
1 de 1 Belém, sede da COP30 - Foto: Rafael Medelima/COP30

Representantes do governo brasileiro e da Organização das Nações Unidas (ONU) se reuniram, na manhã desta sexta-feira (22/8), para tratar, entre outras questões, de uma solução para a crise das hospedagens no âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), que será realizada em Belém (PA), em novembro.

Na ocasião, o governo descartou a possibilidade de oferecer subsídios para custear a participação de países menos desenvolvidos no evento. A sugestão havia sido apresentada pela ONU em carta enviada nessa quinta-feira (21/8). O documento traz uma série de demandas sobre a organização da conferência.

A secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, ressaltou que o Brasil se responsabiliza por “custos significativos” para a realização do evento, e “não cabe aos brasileiros” arcar com as delegações de outros países.

“A carta de ontem da ONU pedia explicitamente que, sem limitação do número de negociadores, a gente garantisse US$ 100 para os países menos desenvolvidos e insulares. E uma outra faixa para os países desenvolvidos. Nós falamos claramente que o Brasil não tem condição”, frisou a secretária.

Segundo Miriam, o governo apoia a sugestão que os países fizeram para que a ONU eleve o valor do auxílio ofertado pela entidade para subsídio das acomodações. Atualmente, o apoio fixado no caso da cidade de Belém é de US$ 144 a diária. O pleito é para que a faixa seja equiparada aos valores oferecidos em outras capitais, como no caso de São Paulo, de cerca de US$ 250.

A secretária também destacou a disposição do governo em buscar outras formas de ajuda que não envolvam o uso de recursos públicos.

Crise

Como mostrou o Metrópoles, países ameaçam esvaziar o evento devido à alta nos preços das hospedagens em Belém. Em alguns casos, o valor das diárias chega a ser 10 vezes maior que o habitual.

Durante a reunião, o governo reafirmou à ONU que não há possibilidade de mudança da cidade-sede. Miriam Belchior citou a contratação já finalizada de navios, as obras em andamento e a comercialização de espaços para justificar a manutenção da conferência em Belém.

De acordo com o secretário extraordinário para a COP, Valter Correia, 47 países já fecharam reservas e estão confirmados no evento.

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