Lula passa por cirurgia para evitar novos sangramentos no cérebro

Com Lula no hospital, vice-presidente Geraldo Alckmin presidirá o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles
Imagem colorida do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva
1 de 1 Imagem colorida do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é submetido a novo procedimento cirúrgico na manhã desta quinta-feira (12/12). A intervenção pela qual o petista passará chama-se embolização das artérias meníngeas (leia mais abaixo): trata-se do fechamento dos pequenos vasos por onde percorre o sangue. Segundo a equipe médica que cuida de Lula, o objetivo dessa nova cirurgia é interromper o fluxo de sangue e evitar futuras hemorragias.

Segundo o cardiologista Roberto Kalil Filho, médico pessoal do presidente e líder da equipe médica, a intervenção desta quinta é “relativamente simples e de baixo risco”.

De acordo com Kalil, a realização de um novo procedimento já estava prevista e é uma espécie de segunda parte da primeira cirurgia, ocorrida na segunda-feira, embora não tenha sido antecipado nos boletins médicos anteriores.

Lula está sob cuidados intensivos no hospital Sírio-Libanês em São Paulo desde segunda-feira (9/12), quando passou por uma cirurgia para drenar uma hemorragia intracraniana. O presidente foi submetido ao procedimento após sentir dores de cabeça e sonolência, associadas a uma queda sofrida no banheiro de casa, em outubro.

Um boletim médico divulgado na tarde dessa quarta informou que durante o dia Lula fez fisioterapia, caminhou e recebeu visitas de familiares. A expectativa da equipe que acompanha o chefe do Executivo é de que ele receba alta no início da semana que vem.

Conselhão

Com Lula no hospital, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) presidirá o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão, nesta quinta. A quarta reunião do grupo desde o começo do terceiro mandato de Lula acontecerá no Palácio Itamaraty, a partir das 9h.

Além de Alckmin, o ministro Alexandre Padilha, da Secretaria de Relações Institucionais, ajudará a presidir a sessão. O Conselhão é um grupo com representantes da sociedade civil, que visa assessorar o Palácio do Planalto sobre demandas de políticas públicas e demais ações do governo federal.

A previsão é assinar decretos e anunciar investimentos em projetos de energia verde e economia sustentável.

Desde o afastamento de Lula, Alckmin tem comandado compromissos previstos na agenda do petista. Apesar disso, o chefe do Executivo não passou a cadeira para o vice. Além da reunião do Conselhão, Alckmin liderou a visita oficial do primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, e participou das posses do presidente e do vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU).

Saiba o que é embolização

A equipe médica que atende o presidente Lula divulgou novo boletim médico informando que o presidente passará por uma embolização de artéria meníngea média na manhã desta quinta.

A embolização é um procedimento médico usado para bloquear ou reduzir o fluxo sanguíneo em um vaso sanguíneo ou em um tecido específico do corpo. No caso, o presidente Lula será submetido a uma embolização da artéria meníngea média, principal artéria que irriga a dura-máter craniana. Ou seja, a equipe de neurocirurgia tentará estancar o sangue que está extravasando para a meninge na cabeça de Lula.

 

Infográfico sobre hemorragia intracraniana do presidente Lula - Metrópoles

O processo de embolização envolve a inserção de um cateter (um tubo fino e flexível) em um vaso sanguíneo por meio de uma pequena incisão na pele. “Não tem corte, é apenas uma punção que a gente faz para poder chegar até a artéria meníngea média, que é a artéria que normalmente irriga a região onde estava o sangramento do presidente”, explica o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola, que atende em Brasília.

Quando o cateter está posicionado no local desejado, os médicos injetam substância para interromper o fluxo de sangue para o local desejado. De acordo com a equipe do presidente, a embolização já era uma alternativa planejada dentro do tratamento de Lula.

O neurocirurgião Victor Hugo Espíndola esclarece que o procedimento é de baixo risco e, combinado com a trapanação, oferece taxas de sucesso altas para conter sangramentos intracranianos.

Hemorragia intracraniana

O presidente Lula foi submetido a uma craniotomia no hospital Sírio-Libanês, na unidade de São Paulo, na madrugada de terça-feira (10/12). Logo após a notícia, surgiram boatos que o presidente teria passado por um acidente vascular cerebral (AVC).

Liderada pelos médicos Ricardo Kalil e Ana Helena Germoglio, a equipe que acompanha a saúde de Lula esclareceu que a hemorragia intracraniana ocorreu entre o cérebro e a meninge, embaixo de uma membrana chamada dura-máter.

Também explicou que a razão da hemorragia era um hematoma formado na cabeça do presidente desde o dia 19/10 após o acidente doméstico que ele teve no Palácio da Alvorada.

Sangramento na dura-máter

O AVC é um evento médico grave que também se caracteriza por sangramento intracraniano. A diferença é que ele ocorre no cérebro devido à obstrução de um vaso, o chamado acidente vascular isquêmico, ou ruptura de um vaso, conhecido por acidente vascular hemorrágico. O AVC pode deixar sequelas, prejudicando funções neurológicas.

No caso de Lula, o sangramento ocorreu na dura-máter, uma cartilagem que protege o cérebro de impactos, ou seja, não houve consequências para a região onde estão os neurônios. Segundo relatos da equipe que atendeu o presidente, era como se ele estivesse com um galo invertido pressionando sua cabeça.

“Não tem machucado no cérebro. Fizemos esse procedimento para que o hematoma não comprima o cérebro, para que o cérebro fique livre de qualquer lesão”, detalhou o médico Ricardo Kalil.

Com a colaboração de Érica Montenegro, da editoria de Saúde.

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