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Brasil

Lula: governador interino tem missão de "moralizar a política” do Rio

Presidente voltou a exaltar o desembargador Ricardo Couto, e disse que a tarefa dele também inclui acabar com a corrupção no estado

22/06/2026 18:13, atualizado 22/06/2026 18:24
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Ricardo Stuckert / PR
Lula: governador interino tem missão de “moralizar a política” do Rio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta segunda-feira (22/6), que o governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, tem a missão de tentar “moralizar a política” e “acabar com a corrupção” no estado.

“Foi o destino que quis que ele assumisse essa tarefa, e a tarefa dele é muito nobre. É tentar moralizar a política do Rio de Janeiro e acabar com a corrupção neste estado do Rio de Janeiro. Essa é uma tarefa nobre, que é uma coisa de destino”, disse Lula.

E continuou: “Eu sei que a tarefa não é fácil, mas Deus há de te ajudar a cumprir essa tarefa. Que nesses seis meses que você vai governador o Rio de Janeiro, que você possa fazer aquilo que não foi feito em 10, 15 ou 20 anos por outras pessoas”.

Os elogios de Lula ao governador interino foram feitos durante cerimônia de anúncio de R$ 702,9 milhões em recursos federais para a urbanização de favelas na capital fluminense, além do início das obras do PAC Jardim Maravilha, em Guaratiba.

Mais cedo, durante evento de adesão do estado do Rio de Janeiro ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), o chefe do Executivo federal referiu-se a Couto como “interventor”.

O termo “interventor” tem sido usado por bolsonaristas para criticar a permanência do desembargador no cargo e defender que o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Douglas Ruas (PL), exerça interinamente o governo estadual até que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida sobre a realização de eleições para um mandato-tampão no Executivo estadual.

O desembargador assumiu o comando do Palácio Guanabara em 23 de março deste ano, após a dupla vacância dos cargos de governador e vice-governador.

No fim de maio, Lula gerou reação da oposição ao afirmar que, se a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) tivesse indicado o novo ocupante do Executivo local, o escolhido seria ligado à milícia. Na ocasião, o petista pediu que Couto adotasse medidas contra a influência de milicianos no estado.

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