
Lula faz maratona de entregas com pré-candidatos e critica Bolsonaro
Na véspera de defeso eleitoral, presidente faz evento de quase três horas, com presença de pré-candidatos e anúncio de ações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, na manhã desta sexta-feira (3/7), de uma cerimônia para anunciar um pacote de entregas nas áreas de saúde, educação e habitação, na véspera do prazo final para inaugurações devido às restrições eleitorais. O evento ocorreu de forma simultânea em Brasília (DF), no Planalto, e em estados brasileiros, com a presença de ministros, secretários e parlamentares.
Entre as autoridades que marcaram presença nos palanques, estavam aliados que vão disputar cargos eletivos nas eleições do próximo ano. A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede-SP), acompanhou o evento na cidade de Mauá (SP), ao lado do ministro da Educação, Leonardo Barchini. Na ocasião, ela discursou e foi chamada de “senadora” — cargo ao qual é pré-candidata por São Paulo.
O deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), participou da cerimônia em Barra de São Miguel (AL), para a entrega de habitações do Minha Casa, Minha Vida. Ele também deve concorrer ao Senado no próximo pleito. Já o ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência, Márcio Macêdo (PT-SE), pré-candidato à Câmara, discursou em Itabaiana (SE).
O evento durou cerca de 2 horas e 50 minutos e foi dividido em três blocos: em cada um deles, foram feitos anúncios para as áreas consideradas prioritárias para o governo. Os ministros e secretários foram divididos em 12 cidades e sete estados brasileiros.
- Em São Paulo, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) participou do evento de Bauru;
- O ministro da Educação, Leonardo Barchini, esteve em Mauá (SP);
- O titular da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), acompanhou as entregas de Cotia (SP);
- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi a Campinas (SP);
- O ministro das Cidades, Vladimir Lima, entregou residências do Minha Casa, Minha Vida, em Nova Iguaçu (RJ).
- O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, discursou de Altos (PI).

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O conjunto de ações faz parte da ofensiva de Lula para mostrar entregas antes do início do defeso eleitoral. Durante o período, candidatos ficam proibidos de participar de inaugurações e outros eventos que podem configurar uso da máquina pública para promoção eleitoral. As restrições começam a partir deste sábado (4/7), três meses antes do primeiro turno.
Lula discursou no evento em três momentos diferentes. Durante as intervenções, ele fez críticas ao governo de Jair Bolsonaro (PL) em relação à condução da pandemia de Covid-19 e a falta de entregas para a área de habitação.
“Eu fico triste que vocês nunca puderam receber a casa verde e amarela que prometeram pra vocês”, disse, em referência ao programa Casa Verde e Amarela, que substituiu o Minha Casa, Minha Vida, durante a gestão passada.
O petista também defendeu investimentos nas áreas de educação, saúde e habitação e ressaltou que a aplicação de recursos nesses setores não é gasto.
“Se eu esperar o pessoal da Fazenda, do Planejamento, dizer pra mim ‘está sobrando dinheiro, vamos colocar na educação’, a gente nunca vai investir, porque nunca sobra”, disse.
O presidente reforçou, ainda, que pretende continuar viajando o país durante o período de defeso eleitoral para acompanhar o andamento de obras. “Agora, a gente não pode inaugurar mais nada até as eleições. Embora eu não possa inaugurar, eu vou visitar muitas coisas que eu ainda tenho que visitar”, ressaltou.


