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Brasil

Lula é cúmplice de Maduro, diz Moro após fala do presidente

Lula afirmou que Brasil espera atas da reeleição de Maduro na Venezuela para reconhecer resultado, mas que pleito foi "normal"

31/07/2024 10:43, atualizado 31/07/2024 11:15
IGO ESTRELA/METRÓPOLES @igoestrela
Senador Sérgio Moro acompanhando de sua esposa, a deputada Rosângela Moro, saindo do gabinete após ser inocentado pelo TRE-PR maduro - metrópoles

O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) disse, nesta quarta-feira (31/7), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é “cúmplice” do líder da Venezuela, Nicolás Maduro, depois de o petista dizer que o Brasil espera atas da eleição no país vizinho para reconhecer o resultado, mas que o pleito foi “normal”.

“Fraude eleitoral, prisões, sequestros, mortes de manifestantes, mas, segundo Lula, na ‘democracia relativa’ da Venezuela, ‘é normal ter uma briga’. Eu nunca ouvi palavras tão vergonhosas e alucinadas da diplomacia presidencial brasileira. Lula é cúmplice da repressão de Maduro”, escreveu o congressista na rede social X.

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Pouco depois da primeira declaração, Moro voltou à rede social e afirmou que a diplomacia presidencial brasileira entrou definitivamente “no modo sem-vergonha”.

A declaração se dá no contexto em que o Brasil ainda não se posicionou sobre o pleito no país vizinho. O Itamaraty aguarda a divulgação das atas de votação para reconhecer o resultado divulgado no domingo (28/7), quando Maduro foi dado como reeleito.

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Na terça (30/7). Lula disse que não via nada “anormal”, “grave” ou “assustador” na eleição venezuelana. O PT, partido do presidente, foi além. A Executiva Nacional da legenda reconheceu a eleição de Maduro e classificou o pleito como uma “jornada pacífica, democrática e soberana”.

Tensão na Venezuela segue com Maduro

A tensão popular que tomou conta da Venezuela, após a proclamação da suposta vitória de Maduro, já gerou centenas de prisões, mortes e confrontos em diferentes regiões do país. Diante do quadro, o presidente anunciou que as Forças Armadas estarão nas ruas a partir desta quarta.

Apesar das pressões, não só internas, mas também externas, com vários países exigindo a divulgação das atas de votação, Maduro voltou a falar nessa terça, dando a entender que fará de tudo para conter os movimentos de oposição e os protestos que se espalham pelo país.