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Brasil

Lula diz que Ibama vai suspender fiscalização por falta de verba

Em postagem no Twitter, Lula criticou a gestão Bolsonaro e disse que "só na primeira quinzena de novembro, o desmatamento aumentou 1.200%"

08/12/2022 17:37, atualizado 08/12/2022 19:36
Divulgação/Projeto Árvores Gigantes da Amazônia
foto colorida tirada de baixo da maior árvore da amazônia - metrópoles

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (8/12), que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) irá suspender as atividades de fiscalização por falta de verbas nos últimos dias do ano.

Em publicação no Twitter, Lula ainda fez menção à escalada nos índices de desmatamento ocorrida no governo de Jair Bolsonaro (PL). “Em 4 anos, o atual governo permitiu o desmatamento de 45 mil km² do território brasileiro. Só na primeira quinzena de novembro, o desmatamento aumentou 1.200%.”

“Essa é a maior destruição dos últimos 15 anos. Os números mostram que teremos muito trabalho pela frente para combater a destruição ambiental e devolver o respeito e a soberania ao Brasil”, observou.

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Entre as atribuições do Ibama, estão fiscalização ambiental e a aplicação de penalidades administrativas. Também cabe à autarquia o monitoramento ambiental, com enfoque no combate a desmatamentos, queimadas e incêndios florestais.

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Ibama rebate

Em nota enviada ao Metrópoles, o Ibama afirmou que as fiscalizações não correm riscos de paralisação, uma vez que recursos da Diretoria de Proteção Ambiental (Dipro) não sofreram cortes orçamentários. Segundo a autarquia, os valores contingenciados a pedido do Ministério da Economia têm previsão de serem liberados em breve.

“As contas do governo fecharam com superávit de R$ 30,8 bilhões em outubro, o melhor desempenho para o mês desde 2016 e bem superior às previsões”, reforçou o Ibama.