
Lula defende "saidinha", mas diz que "se tiver estupro, não pode ser solto"
Em sabatina, o presidente Lula defendeu o direito à saída temporária de presos, exceto em casos de crimes graves

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o direito ao benefício da saída temporária para presos, a chamada “saidinha”, exceto em casos de crimes graves e hediondos. A declaração foi dada durante sabatina ao SBT, exibida nesta segunda-feira (19/10).
“A saidinha é uma questão de direito das pessoas conviverem em família. Se o cidadão foi preso porque cometeu um delito que não seja um delito grave, e essa pessoa tem filho, tem mãe, tem pai, é normal que, dependendo do comportamento da pessoa, ela possa ter um indulto para visitar seus parentes, para ver seus filhos”, pontuou o presidente.
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— Metrópoles (@Metropoles) October 20, 2026
Durante a entrevista, o candidato argumentou que o sistema prisional deve ter o objetivo de ressocializar as pessoas. No entanto, se colocou contra conceder o benefício para presos por crimes hediondos.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Quem tem que soltar é que tem que analisar se o cara que vai ser solto tem crime grave, tem crime hediondo porque esse não pode ser solto. Se tiver estupro, não pode ser solto”, defendeu. “Agora, é quem vai tomar a decisão de liberar que tem que analisar, mas eu continuo defendendo que as pessoas têm que ter o direito de ver seus filhos”, acrescentou o presidente.

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Ver todasAo longo da sabatina, Lula falou ainda sobre a proposta de redução da maioridade penal, que tem sido discutida no Congresso Nacional. O petista voltou a defender a redução para 16 anos, em caso de crimes hediondos.
“Da mesma forma que nós achamos que um jovem de 16 anos pode votar, pode dirigir. Portanto, temos que dar a ele a responsabilidade também de ter um comportamento adequado. Se ele cometeu um crime hediondo, ele tem que ser punido rigorosamente“, afirmou.
