Lula dá bronca pública em ministros e cobra Rui Costa
Presidente cobrou auxiliares por projetos sobre economia solidária e igualdade salarial durante discurso no Planalto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu uma bronca pública em ministros ao cobrar a regulação de duas leis que, segundo o mandatário, ele achou que já estivessem em pleno vigor, mas ainda carecem de regulação. O petista discursou nesta quarta-feira (13/8), no Planalto, na abertura da 4ª Conferência Nacional de Economia Popular e Solidária.
A bronca foi direcionada nominalmente aos ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Rui Costa (Casa Civil), além da ex-ministra das Mulheres Cida Gonçalves. Mas a reclamação também respingou sobre titular da Secretaria-Geral, Márcio Macedo, que é um dos envolvidos no projeto de economia solidária do governo federal.
“Veja uma coisa que me deixa irritado. Em dezembro foi aprovada a lei da economia solidária. O presidente vem sancionar a lei, vocês batem palma e o [fotógrafo da Presidência, Ricardo] Stuckert bate foto com a lei assinada. Achei que estava resolvido o problema. Hoje fiquei sabendo, porque [Marinho me disse, que está regulamentando a lei. Foi mais fácil aprovar a lei que regulamentar. Só depende de nós”, iniciou Lula.
Na sequência, o presidente da República cobrou: “Onde está o problema? Deve haver divergência entre os ministros. Pois, se não tivesse divergência, ela já estava regulamentada. A [secretária] Miriam Belchior e o Rui Costa devem estar assistindo. Vou a Pernambuco amanhã. Quando voltar, quero saber como está a regulação”.
Lula ainda reclamou da demora na regulação da igualdade salarial, sancionada por ele em julho deste ano. O presidente reclamou de Marinho e Cida pelo prazo de 180 dias, prorrogáveis por mais 180, para regulamentar a medida. “Isso dá 360 dias. Um ano! Meu deus do céu, não é possível!”, reclamou o petista durante o seu discurso.
Economia solidária
Desenvolvida entre o final dos anos 80 e início de 1990, a economia solidária consiste em um modelo de atividade econômica baseada na colaboração entre trabalhadores. São representantes desse grupo as cooperativas, associações e entidades de agricultura familiar.
Atualmente, essa atividade tem se modernizado e expandido a outros setores, a exemplo do financeiro, com a criação de bancos comunitários. Além disso, cooperativas de trabalhadores de aplicativo estão se organizando em contraponto ao modelo proposto pelas plataformas.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todas









