Lula cita “25 anos de sofrimento” até firmar acordo Mercosul-UE

Lula recebeu a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, um dia antes da assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia

atualizado

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Ricardo Stuckert/PR
Foto colorida de Lula e Ursula von der Leyen
1 de 1 Foto colorida de Lula e Ursula von der Leyen - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta sexta-feira (16/1), na véspera da assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Após o encontro no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro (RJ), o petista deu uma declaração à imprensa na qual destacou o avanço das negociações entre os blocos e classificou o momento como histórico.

Segundo Lula, o acordo é resultado de mais de duas décadas de tratativas e representa um marco para a integração entre os blocos.

Foram mais de 25 anos de sofrimento e tentativa de um acordo. Amanhã, em Assunção, a União Europeia e o Mercosul farão história ao criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e um PIB de mais de US$ 22 trilhões”, afirmou.

Durante o discurso, o petista classificou o pacto como uma “parceria baseada no multilateralismo” e ressaltou que os blocos compartilham valores, como o respeito à democracia e aos direitos humanos.

“O acordo que vai ser assinado amanhã em Assunção, no Paraguai, é bom para o Brasil, é bom para o Mercosul, é bom para a Europa. E é bom, sobretudo, para o mundo democrático e para multilateralismo“, frisou Lula.

Ele ainda defendeu que o Brasil amplie as exportações de bens industriais e produtos de maior valor agregado a partir da assinatura do acordo de livre comércio. “Não nos limitaremos ao eterno papel de exportadores de commodities”, disse.

Assinatura do acordo

A formalização do tratado ocorrerá no sábado (17/1), em Assunção, Paraguai, com a presença de líderes europeus e presidentes de países que formam o Mercosul — com exceção de Lula, que optou por não viajar. Ele será representado pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira.

No evento na capital paraguaia, são esperadas as presenças dos presidentes da Argentina, Javier Milei; do Uruguai, Yamandú Orsi; e da Bolívia, Rodrigo Paz; além de representantes de órgãos europeus.

Como alternativa à cerimônia, o titular do Planalto marcou uma reunião com a chefe da Comissão Europeia e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para celebrar o acordo. Costa, porém, teve um atraso no voo e não conseguiu comparecer ao encontro no Rio.

No período em que ocupou a presidência pro tempore do Mercosul, o governo brasileiro se empenhou para avançar nas negociações do acordo, por isso, defendia a oficialização da medida na cúpula de Foz do Iguaçu (PR), em dezembro passado, como uma marca do mandato. No entanto, divergências entre países europeus adiaram a decisão.

Após a assinatura, o documento precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos órgãos legislativos dos países do Mercosul. O governo brasileiro estima que o acordo comercial passe a vigorar a partir do segundo semestre deste ano.

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