Mercosul-UE: Lula se encontrará com Von der Leyen no Rio na sexta

Presidente do Conselho Europeu, António Costa, também participara da reunião. Assinatura do acordo Mercosul-UE acontecerá no sábado (17/1)

atualizado

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Ricardo Stuckert / PR
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1 de 1 Lula-Ursula-von-der-Leyen-600×400 - Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai se encontrar com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, na próxima sexta-feira (16/1), no Rio de Janeiro. Na reunião, as autoridades vão conversar sobre o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

O encontro acontecerá no Palácio do Itamaraty, no centro da cidade do Rio.

Como mostrou o Metrópoles, o tratado entre os blocos econômicos será assinado no sábado (17/1) em Assunção, no Paraguai — país que ocupa a presidência rotativa do bloco sul-americano.

Lula não vai participar da cerimônia de assinatura porque o evento será a nivel ministerial. Quem irá representar o governo brasileiro é o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Após mais de 25 anos de negociações, o Conselho Europeu ratificou, na última sexta-feira (9/1), o acordo entre Mercosul e União Europeia. A decisão foi tomada pela maioria dos países europeus durante reunião do Comitê de Representantes Permanentes (Coreper) em Bruxelas, na Bélgica.

O titular do Planalto defendia que a medida fosse finalizada até dezembro do ano passado, durante a presidência brasileira no Mercosul, mas a decisão acabou adiada.


Entenda o acordo com a UE-Mercosul

  • O acordo cria uma zona de livre comércio entre os blocos, facilitando o acesso de produtos brasileiros a um mercado de cerca de 450 milhões de consumidores na União Europeia.
  • Prevê a eliminação gradual de impostos de importação sobre produtos agrícolas e industriais, o que pode baratear exportações brasileiras e aumentar a competitividade das empresas.
  • Setores do agronegócio, como carnes, açúcar, etanol, suco de laranja e grãos, tendem a se beneficiar com menos barreiras para entrar no mercado europeu.
  • Ao dar mais previsibilidade às regras comerciais, o acordo pode estimular investimentos estrangeiros no Brasil, especialmente em infraestrutura, indústria e tecnologia.
  • O acordo envolve os países do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia – e os 27 membros da União Europeia. Juntos, os blocos representam um mercado de cerca de 780 milhões de consumidores e um fluxo comercial bilionário.

As negociações foram concluídas tecnicamente em 2019, mas ficaram travadas por divergências políticas, ambientais e comerciais.

Um dos principais desafios à conclusão do acordo vem de setores agrícolas europeus, especialmente da França, onde produtores defendem medidas para evitar que importações mais competitivas afetem seus mercados. O presidente francês, Emannuel Macron, foi um dos chefes de Estado que se posicionou contrário ao tratado.

Mesmo que o acordo seja assinado em Assunção, o tratado não entrará em vigor imediatamente, já que a aprovação do Parlamento Europeu ainda está pendente.

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