Lula chama Eduardo de “traidor da pátria” e cobra cassação. Vídeo
Presidente Lula se reúne com ministros nesta terça-feira (26/8) para balanço das ações e projetar prioridades para 2026
atualizado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta terça-feira (26/8), a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. O parlamentar é apontado como responsável pela sanções do governo de Donald Trump às autoridades brasileiras, como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Segundo Lula, Eduardo é “traidor da pátria” e Brasil não vai aceitar “ofensas” e “petulância” de ningúem.
Veja:
“Não conheço na história desse país algum momento em que um traidor da pátria teve a desfaçatez de mudar para um país que ele está adotando como pátria — ele está adotando os EUA como pátria —, negando a sua pátria, e tentando insuflar o ódio de alguns governantes americanos contra o povo brasileiro. Isso não é aceitável e é importante cada ministro, nas falas que fizerem daqui para a frente, faça questão de retratar a soberania desse país”, ressaltou Lula.
Em seguida, ele pontuou: “Nós aceitamos relações cordiais com o mundo inteiro. Mas não aceitamos desaforo e ofensas, petulância, de ninguém”.
A declaração foi dada na abertura da reunião ministerial do governo. Lula se encontra com a equipe de ministros para fazer um balanço da gestão e projetar ações para 2026, ano eleitoral. A maioria dos presentes usa um boné azul, com os dizeres “O Brasil é dos brasileiros”.
“Não existe nada que possa ser mais grave do que uma família inteira, ter um filho custeado pela família, um cidadão que já deveria ter sido expulso da Câmara dos Deputados, insuflando, com mentiras e com hipocrisias um outro estado contra o estado do nacional Brasil”, completou o presidente.
Pedidos de cassação
Em 15 de agosto, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), enviou quatro pedidos de cassação de Eduardo Bolsonaro ao Conselho de Ética da Casa. Três desses pedidos foram apresentados pelo PT, e um, pelo PSol.
Os recursos alegam quebra de decoro parlamentar do filho 03 de Jair Bolsonaro por atuar contra o Brasil e favoravelmente às tarifas de 50% aplicadas no país por Trump, bem como as sanções a Moraes.
O envio das representações será analisado pelos membros do Conselho de Ética. Serão sorteados três nomes para escolha de um relator no caso. O presidente do colegiado, deputado Fábio Schiochet (União Brasil-SC), é o responsável por definir um dos nomes para a relatoria.
Eduardo Bolsonaro será notificado e poderá apresentar uma defesa inicial.
O encontro entre os membros do governo ocorre em um momento de recuperação da popularidade do chefe do Planalto e deve discutir o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o projeto de regulamentação das big techs; a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil; entre outros temas.













