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Eleições 2026Brasil

Lula registra candidatura e declara R$ 4,8 milhões em bens ao TSE

Patrimônio do petista caiu 35,68% em relação à eleição de 2022, quando voltou ao Palácio do Planalto

08/08/2026 12:37, atualizado 08/08/2026 17:44
Ricardo Stuckert
Presidente Lula concede entrevista a podcast no Palácio da Alvorada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou sua candidatura à reeleição à Presidência no site oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dados foram apresentados nessa sexta-feira (7/8) e disponibilizados para consulta pública neste sábado (8/8).

Na declaração deste ano, o petista informou patrimônio de R$ 4,8 milhões. O valor é 35,68% menor do que os R$ 7,4 milhões declarados em 2022, quando voltou ao Planalto.

Veja os bens declarados:

  • Terreno: R$ 130.000,00;
  • Veículo automotor terrestre: R$ 50.000,00;
  • Terreno: R$ 2.733,45;
  • Outros bens e direitos: R$ 179.298,96;
  • Terreno: R$ 265.000,00;
  • Caderneta de poupança: R$ 0,13;
  • Fundo de Curto Prazo: R$ 132.834,20;
  • Aplicação de renda fixa (CDB, RDB e outros): R$ 6.277,62;
  • Êxodo: R$ 246.918,82;
  • Depósito bancário em conta corrente no país: R$ 56.671,07;
  • Aplicação de renda fixa (CDB, RDB e outros): R$ 207.917,40;
  • Apartamento: R$ 94.571,25;
  • Cotas ou quinhões de capital: R$ 49.000,00;
  • VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre: R$ 1.380.000,00;
  • VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre: R$ 1.923.927,36;
  • Caderneta de poupança: R$ 14,99;
  • Outras aplicações e investimentos: R$ 485,39;
  • Fundo de Investimento Imobiliário: R$ 50.000,00.

O petista aparece na foto que será exibida nas urnas com um chapéu de palha, diferente das eleições anteriores. Nos últimos meses, o petista tem usado o acessório em eventos públicos para “esconder” um curativo no couro cabeludo, após passar por sessões de radioterapia preventiva na região em decorrência de um câncer de pele.

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Plano de governo

O plano de governo foi protocolado junto à candidatura na Justiça Eleitoral. Dividido em 13 eixos temáticos, o documento reúne balanço dos quatro anos de mandato e promessas para um eventual governo Lula 4, com destaque para a segurança pública.

O projeto retoma a ideia da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, aprovada pela Câmara dos Deputados e sem resolução no Senado, que cria o Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

Segundo o texto, uma vez que a PEC for aprovada no Congresso Nacional, será criado o Ministério da Segurança Pública para coordenar as políticas nacionais envolvendo os estados e municípios.

Em seguida, o plano cita a Lei Antifacção, sancionada neste ano, que amplia o combate ao crime organizado, milícias e redes criminosas que alimentam mercados ilícitos, crimes financeiros, corrupção e violência.

A defesa de uma reforma política e eleitoral é outro tema que aparece entre as primeiras diretrizes do documento. De acordo com o texto, é necessária uma mudança que reduza distância entre a representação no Congresso e a composição da sociedade brasileira.

Entre as diretrizes estão a ampliação da participação popular, o fortalecimento de conselhos e conferências e a revisão da relação entre Executivo e Legislativo, especialmente em torno das emendas parlamentares.

O programa critica o atual modelo de emendas parlamentares e o chamado orçamento secreto. Segundo o texto, esses mecanismos ampliaram o poder do Congresso, alteraram a relação entre Executivo e Legislativo, reduziram a margem de decisão do governo federal e dificultam a renovação da Casa.