Lula assina decreto que muda regras do vale-alimentação e refeição
Texto estabelece limite na taxa de desconto cobrada de estabelecimentos e reduz prazo para repasse a empresas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta terça-feira (11/11), um decreto que traz mudanças no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) para estabelecer novas regras no vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA).
O texto padroniza o limite da taxa de desconto cobrada de bares, restaurantes e supermercados em vendas feitas através do benefício. O novo decreto também reduz o prazo de repasse dos valores das vendas ao estabelecimento.
Atualmente, pode levar até 60 dias o tempo para repasse dos valores. O decreto reduz o período para até 15 dias.
Em relação ao teto para as transações feitas com VR e VA, o valor foi fixado em 3,6%. A taxa de intercâmbio também foi limitada a 2%, sendo proibida cobranças adicionais. Os estabelecimentos terão um prazo de 90 dias para se adequar às novas regras.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO decreto foi assinado durante uma reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e os ministros do Trabalho, Luiz Marinho (PT), Fernando Haddad, da Fazenda, e Rui Costa, da Casa Civil, no Palácio da Alvorada.
O Comitê Gestor Interministerial do PAT será responsável por determinar parâmetros técnicos, estabelecer regras e regulamentar o funcionamento do sistema de pagamentos.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasEntenda o PAT
- O PAT é uma iniciativa governamental que oferece benefícios de alimentação para trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos.
- O programa foi instituído em 1976 e atualmente atende cerca de 24 milhões de brasileiros.
- A adesão das empresas não é obrigatória. Em contrapartida, os participantes são beneficiados com incentivos fiscais nos gastos com VA e VR, desde que o subsídio seja concedido a todos os funcionários da empresa.
- O decreto regulamenta a portabilidade e a interoperabilidade do benefício.
A medida também traz mudanças na interoperabilidade, mecanismo que permite que uma única máquina de cartão passe todas as bandeiras. A implementação desta ferramenta levará até 360 dias. De acordo com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, as mudanças vão estimular a concorrência, podendo aliviar o preço dos alimentos nos supermercados.
“O valor do benefício se mantém. O que vai melhorar é a rentabilidade daquele restaurante e vai, portanto, ao melhorar a situação dele, ele pode, eventualmente, reduzir o preço da refeição lá na ponta”, disse o ministro após a reunião.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi, com a redução no prazo de repasse, mais estabelecimentos vão passar a aceitar o benefício e, consequentemente, diminuir preços.
“Nós temos hoje mais de 300 mil empresas no Simples Nacional no setor de supermercados. Todas elas passarão a aceitar o voucher alimentação e refeição no país com o arranjo aberto. Isso vai acontecer em seis meses”, disse o dirigente da entidade.
O decreto será publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (12/11).


