Lula anuncia novo financiamento para compra de caminhões e ônibus

Nova etapa do programa Move Brasil contará com aporte de R$ 21,2 bilhões do Tesouro Nacional e do BNDES

atualizado

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Lula veta PL da Dosimetria, que beneficia Bolsonaro, em evento do 8/1 - Metrópoles
1 de 1 Lula veta PL da Dosimetria, que beneficia Bolsonaro, em evento do 8/1 - Metrópoles - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quinta-feira (30/4), a ampliação do programa Move Brasil, com uma nova rodada de financiamento voltada à renovação da frota de caminhões e ônibus.

A iniciativa ocorre em meio a uma estratégia do governo de reaproximação com caminhoneiros, grupo que nos últimos anos mostrou maior afinidade com o bolsonarismo.

O novo aporte foi detalhado durante cerimônia no Palácio do Planalto.

De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, a nova etapa do programa, intitulado como Move Brasil 2, contará com R$ 14,5 bilhões em recursos do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), totalizando R$ 21,2 bilhões.

Desse valor, R$ 2 bilhões são reservados para caminhoneiros autônomos, e outros R$ 2 bilhões para linhas de ônibus.

Em discurso, Lula afirmou que a situação dos trabalhadores autônomos foi a principal preocupação, já que eles não contam com garantias de empregadores.

“O que me preocupou nesse Move era a questão dos autônomos. Porque no fundo, no fundo, as empregadoras têm mais poder aquisitivo, têm mais facilidade, mas o autônomo não tem. Tudo para ele é mais difícil e a única garantia que ele tem é o próprio patrimônio que está garantindo”, disse.

“Nós resolvemos melhorar as condições. Aumentar a carência, aumentar quantidade de anos para vocês poderem pagar, e diminuir um pouco a taxa de juros, que ainda é alta”, completou o titular do Planalto.

Segundo o governo, a ampliação responde à alta demanda registrada na primeira fase do programa e à pressão do setor industrial, diante da queda nas vendas de veículos no início do ano. Para o vice-presidente, Geraldo Alckmin, o Move Brasil 2 está “ainda maior e melhor”.

“Maior porque o Move Brasil 1 tinha R$ 10 bilhões, e agora vai ter R$ 21,2 bilhões. Maior para os autônomos, que tinham R$ 1 bilhão e dobrou para R$ 2 bilhões. Maior porque o Move Brasil só tinha caminhão, agora é caminhão, ônibus e implementos rodoviários. E melhor porque ampliou a carência de 6 meses para 12 meses —no caso do autônomo —, ampliou o prazo de 5 para 10 anos, e reduziu os juros, que é fundamental para viabilizar a prestação e a compra”, declarou.

No último domingo (26/4), Alckmin já havia anunciado, durante a abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), uma linha de R$ 10 bilhões em crédito do programa, voltada ao financiamento de máquinas e implementos agrícolas.

Move Brasil

Operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Move Brasil é uma linha de crédito criada pelo governo federal para incentivar a substituição de caminhões antigos por modelos mais novos, com o objetivo de modernizar a frota, reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência do transporte.

Lançado no início do ano, o programa ofertou R$ 10 bilhões na primeira fase, com taxas de juros entre 13% e 14% ao ano, abaixo da taxa básica da economia. O acesso aos recursos está condicionado à renovação da frota.

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