Lula afaga, mas ministros criticam Galípolo “com todo o respeito”

Após críticas de Luiz Marinho, foi a vez do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, reclamar do aumento da taxa básica de juros

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O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, atualiza a situação da gripe aviária no Brasil. Na coletiva, ele detalha as medidas de controle, monitoramento e prevenção adotadas pelo governo para evitar a propagação do vírus
1 de 1 O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, atualiza a situação da gripe aviária no Brasil. Na coletiva, ele detalha as medidas de controle, monitoramento e prevenção adotadas pelo governo para evitar a propagação do vírus - Foto: Kebec Nogueira/ Metrópoles

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, fez críticas ao Banco Central pelo aumento da taxa básica de juros, a Selic, hoje fixada em 15%. Durante cerimônia de lançamento do Plano Safra 2025/2026, no Palácio do Planalto, o titular da pasta citou números da economia e disse não compreender a razão para uma taxa de juros em níveis tão elevados.

“Com todo respeito ao Galípolo e à equipe do Banco Central, mas não consigo compreender — não sou economista — aonde nós temos uma inflação controlada, gastos públicos completamente controlados, diferente das fake news […], o crescimento a economia, a renda da população crescendo, o desemprego caindo, e uma Selic de 15%”, disse o ministro, nesta terça-feira (1º/7).

Ele lembrou que, à época do lançamento do Plano Safra no ano passado, a Selic estava a 10,5% — 4,5 pontos percentuais a menos que o patamar atual.

“Ainda assim, com todas essas dificuldades, o aumento das taxas de juros [para financiamento do Plano Safra] foram da ordem de 1,5% a, no máximo, 2% na taxa de juros. O governo absorveu o aumento da Selic com a equalização, fazendo com que, além de fazer um Plano Safra recorde, que ele seja estimulante”, ressaltou.

O Plano Safra, lançado nesta terça-feira (1º/7), terá R$ 516,2 bilhões em financiamento para a agricultura empresarial. Segundo o governo, é o maior valor já anunciado para o programa.

Críticas de dentro do governo

As críticas do ministro da Agricultura endossam o coro feito pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, contra a alta da Selic. “Nós somos escravos dos juros altos. Os juros atrapalha um bocadinho [a criação de empregos]. Se não fosse o juros nesse patamar, seguramente poderíamos estar crescendo mais, isso sem dúvida nenhuma”, disse o auxiliar de Lula, ao comentar o resultado dados do Caged.

Lula ainda apoia seu indicado ao Banco Central

O presidente Lula, por sua vez, tem poupado o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, de críticas, ao contrário do que fazia com seu antecessor, Roberto Campos Neto, que havia sido nomeado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Nessa segunda, Lula disse que titular do Banco Central é “muito sério”, e que “as coisas vão ser corrigidas com o passar do tempo”.

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