Lula defende Galípolo apesar de juros e prevê correção “com o tempo”
Lula anunciou nesta segunda-feira (30/6) R$ 89 bilhões em Plano Safra para pequenos e médios produtores e falou sobre os juros da economia
atualizado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta segunda-feira (30/6) o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que foi nomeado por ele. Lula mostrou apoio ao BC apesar de os juros básicos da economia estarem em 15%, mais altos do que na época da gestão de Roberto Campos Neto, que era muito criticado pelo petista.
“O Banco Central é independente. O Galípolo é um presidente muito sério e eu tenho certeza que as coisas vão ser corrigidas com o passar do tempo. Nós sabemos o que nós herdamos e nós não queremos ficar chorando o que herdamos. Queremos mostrar o que vai vir pela frente”, discursou o presidente.
Lula defendeu taxas de juros menores para o financiamento da atividade agropecuária. Ele falou durante o lançamento do Plano Safra para pequenos e médios produtores. O chefe do Planalto afirmou que “gostaria que todos os juros fossem zero”, mas que eles dependem do cenário econômico.
“O grande [produtor] tem máquina que a máquina sozinha é maior [em valor] que a propriedade de vocês. Que bom que ele tenha e que o governo financie. Que financie a taxa de juros mais barata. Eu gostaria que todos os juros fossem zero, mas ainda não depende da nossa política econômica, que não tem muito a ver com a taxação de juros”, disse o presidente.
Plano Safra
Para este ano, o investimento do Plano Safra para pequenos e médios produtores será de R$ 89 bilhões, distribuidos entre crédito rural, compras públicas, seguro agrícola, assistência técnica e garantia de preço mínimo.
Durante o evento, também foi anunciado o lançamento do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), com o objetivo de reduzir o uso de defensivos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
“Queremos acelerar essa transição de um agricultara de base química para uma produção de base biológica e agroecológica”, reforçou o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.
