Luiz Fux critica quem desaprovou o voto dele para inocentar Bolsonaro

Fux, antes de iniciar voto em ação que julga réus de núcleo da desinformação, afirmou que teóricos desconhecem a realidade brasileira

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Luiz fux Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal STF julgamento do Núcleo 4 dos envolvidos em tentativa de golpe de Estado Metrópoles 7
1 de 1 Luiz fux Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal STF julgamento do Núcleo 4 dos envolvidos em tentativa de golpe de Estado Metrópoles 7 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou o professor e mestre em direito que não aprovou o voto dele para absolver Jair Bolsonaro (PL) em ação sobre trama golpista, julgada na Primeira Turma da Corte.

Na mesma sessão, desta terça-feira (21/10), Fux ainda frisou que o resultado do julgamento do núcleo 1, em urgência de dar resposta, foi movido por “brumas da paixão” que se dissiparão com o tempo.

“O tempo, esse hábito silencioso e implacável, tem o dom de dissipar as brumas da paixão, revelar os contornos mais íntimos da verdade e expor os pontos que, conquanto movidos pelas melhores intenções, redundaram em injustiça, no meu modo de ver e com a devida vênia”, afirmou Fux.

Sem citar nomes, o ministro leu trecho de entrevista do jurista e professor italiano Luigi Ferrajoli, considerado o pai do garantismo penal, e afirmou que o teórico não conhece a realidade brasileira.

Ferrajoli chegou a ser um dos teóricos citados por Fux em seu longo voto na Ação Penal nº 2.668 para embasar seus fundamentos de absolvição. Embora Fux o tenha citado 11 vezes no voto como símbolo do garantismo, o teórico, na entrevista, disse considerar a condenação de Bolsonaro e mais sete réus “clara superioridade do Brasil na defesa do Estado Democrático de Direito”.

“Comentar quando se lê”

Fux, então, no julgamento de outro núcleo, o da desinformação, nesta terça, afirmou: “O mestre italiano que declarou não ter lido o meu voto e é um dos precursores do garantismo não tratou uma linha sequer à vedação ao tribunal de exceção entre outras garantias elementares”.

Disse ainda que professores, teóricos que não “conhecem a realidade brasileira, não leram o voto que comentaram, e são professores catedráticos, têm livros… é preciso comentar quando se lê”.

Ainda completou em sua fala antes do voto: “Eu, com quase cinco décadas de magistério, e sendo professor, considero lamentável que a seriedade acadêmica tenha sido deixada de lado por um rasgo de militância política. As ideias que apliquei permanecem inteiramente hígidas, e aplicáveis a estes autos”.

Ao começar o voto em réus do chamado núcleo 4, Fux fez a justificava e, em seguida, ressaltou que vai divergir de Alexandre de Moraes e de Cristiano Zanin, que votaram para condenar os sete réus do grupo da desinformação.

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