
Lindbergh: Flávio ligou "modo desespero" ao acionar TSE contra sindicatos.
Petista rebateu ação do senador contra sindicatos e comentou sobre a prisão do deputado estadual Márcio Canella (União), aliado de Flávio
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou nesta quinta-feira (15/10) que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) “ligou o modo desespero”. A declaração foi feita após Flávio acionar a Justiça Eleitoral contra a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por supostas irregularidades no financiamento de sindicatos à campanha petista.
Na quarta (14/10), Flávio pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que investigue oito centrais sindicais e organizações sociais ligadas à esquerda. Entre as entidades citadas estão o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a União Nacional dos Estudantes (UNE).
Em vídeo publicado nas redes sociais, Lindbergh criticou a iniciativa e acusou o senador de tentar censurar manifestações de apoio a Lula.
“A companhia do Flávio Bolsonaro está assustada e apavorada. Entraram no TSE agora querendo censurar a UNE, entidades do movimento estudantil, por fazerem assembleias, mobilizações pró-Lula. É desespero”, declarou.
O deputado também comentou a ação por danos morais movida por Flávio contra ele e o deputado André Janones (Rede-MG). O senador do PL alega que teve a honra ofendida em um vídeo no qual os dois afirmaram que ele pretende reduzir aposentadorias.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesLindbergh disse que a ação movida por Flávio pede uma retratação pública dos aliados de Lula. Em seguida, voltou a criticar a proposta atribuída ao senador. “A proposta dele é desvincular o salário mínimo das aposentadorias, mas ele está desesperado”, afirmou.
Nesta quinta, a juíza Grace Pereira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), negou o pedido liminar do candidato à Presidência contra os deputados.

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Lindbergh também citou a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), que prendeu nesta quinta o deputado estadual e ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), na oitava fase da investigação. Ele foi o segundo candidato mais votado para o cargo.
Canella é investigado por suposta participação em uma organização criminosa que usaria uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro. Segundo a PF, o esquema teria movimentado bilhões de reais.
Antes de migrar para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Canella era apontado como pré-candidato ao Senado com apoio de Flávio.
Ao comentar a operação, Lindbergh citou ainda Alessandro Carracena Pitombeira e Gutenberg Fonseca, a quem atribuiu proximidade política com o senador, e mencionou supostas ligações com o Comando Vermelho, no contexto da investigação.
“Esses dois […] são unha e carne, vou usar o termo, do Flávio Bolsonaro, fazem parte do mesmo grupo político”, disse.
O petista afirmou que o TSE já determinou a retirada de informações divulgadas por ele sobre o assunto e questionou o senador depois da operação da PF. “E aí, Flávio, o que você tem a dizer?”.
