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Neila Guimarães

Lindbergh pede ao STF para reabrir caso das rachadinhas e investigar Flávio

Deputado aponta emenda de R$ 199,9 mil e contato com operador ligado aos irmãos Brazão

22/09/2026 15:29
Arte / Metrópoles
Lindbergh Farias e Flávio Bolsonaro

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a reabertura da investigação sobre o caso das rachadinhas envolvendo Flávio Bolsonaro. Na petição, o parlamentar apresenta como fato novo elementos que, segundo ele, devem ser investigados para apurar possíveis relações do senador com milícias, facções e organizações criminosas.

O pedido também pede a inclusão de Flávio Bolsonaro entre os investigados no inquérito que apura conexões entre grupos criminosos e agentes públicos no Rio de Janeiro.

Como principal elemento novo, Lindbergh cita mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe. Segundo a petição, o material registra contatos entre Peixe e uma assessora do gabinete de Flávio antes da destinação de uma emenda parlamentar de R$ 199,9 mil ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), na zona oeste do Rio. O pagamento foi feito em novembro de 2023.

Peixe é apontado na petição como ex-assessor de Domingos Brazão e integrante da estrutura investigada no caso que envolve os assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes. A petição também menciona a prisão dele, em julho de 2026, na Operação Emendatio, que apura suspeitas de desvio de emendas parlamentares para organizações da sociedade civil.

A petição registra ainda outros contatos entre Peixe e a assessora de Flávio. Em fevereiro de 2024, segundo o documento, ele teria pedido ingressos para o desfile das escolas de samba e, em novembro daquele ano, voltou a procurar o gabinete para tratar de recursos destinados ao Ifop.

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Lindbergh sustenta que o caso das rachadinhas foi arquivado em 2022 após a anulação de provas, sem julgamento do mérito das acusações. Por isso, argumenta que os novos elementos, produzidos de forma independente das provas anuladas, permitem uma nova investigação.

O deputado pede que sejam realizadas novas diligências, entre elas a análise das conversas entre Peixe e integrantes do gabinete de Flávio, a identificação dos envolvidos, o rastreamento dos recursos destinados ao Ifop e o levantamento de outras emendas indicadas pelo senador desde 2019 para entidades localizadas em áreas de influência de grupos criminosos.