Lindbergh destaca ligação de assessor de Trump com supremacismo branco

Líder do PT na Câmara dos Deputados comentou a decisão do Itamaraty de revogar o visto do assessor Darren Beattie

atualizado

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Lindbergh Farias
1 de 1 Lindbergh Farias - Foto: Reprodução / Metrópoles

O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), comentou nesta sexta-feira (13/3) a decisão do governo do Brasil de revogar o visto do assessor do presidente dos Estados Unidos, Darren Beattie.

Em publicação nas redes sociais, Lindbergh destacou que o norte-americano é “conhecido por declarações extremistas”.

“Em outubro de 2024, publicou que homens brancos competentes devem estar no comando se você quiser que as coisas funcionem. Infelizmente, toda a nossa ideologia nacional se baseia em mimar os sentimentos de mulheres e minorias e em desmoralizar homens brancos competentes'”, disse.

Parlamentar também destacou que Darren Beattie foi demitido por ligações com supremacistas brancos. “Ele já foi demitido do governo Trump por participar de evento com figuras do nacionalismo branco associadas a correntes históricas do supremacismo racial nos EUA, incluindo ambientes políticos ligados à Ku Klux Klan (KKK)”, escreveu,

Soberania e reciprocidade

Lindbergh afirmou que a resposta do Palácio do Itamaraty e do governo Lula “reafirma princípios básicos das relações entre Estados como soberania, respeito e reciprocidade”.

O deputado relembrou que os EUA cancelaram os vistos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e familiares, e que a decisão não foi revogada. “Um gesto diplomático grave e desproporcional”, afirmou Lindbergh.

O parlamentar também destacou a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e outras autoridades.

“O Brasil dialoga com todos, mas não aceitará pressões externas e nem tentativas de constranger suas instituições democráticas”, afirma.

Beattie viria ao Brasil na próxima semana e pretendia fazer uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (19º BPM), conhecido como Papudinha.

Além disso, o ministro Alexandre de Moraes rejeitou a autorização para o encontro. De acordo com o Itamaraty, um dos motivos que teriam levado à revogação do visto do aliado de Trump teria sido a omissão de informações ao solicitar a entrada no Brasil.

“O Itamaraty confirma a revogação do visto, tendo em conta a omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington. Trata-se de princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional”, informou a pasta.

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