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O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e pré-candidato à Presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos, questionou a ausência de provas concretas para a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que não descansará até que o petista seja liberto.

As declarações foram dadas na tarde deste domingo (8/4), em assembleia da ocupação Povo Sem Medo, em São Bernardo do Campo. O ato antecede a primeira manifestação pedindo a liberdade do ex-presidente após sua prisão.

“Hoje vamos sair daqui em marcha, de cabeça erguida e é a maior resposta que temos para dar a quem é intolerante e não sabe reconhecer a luta do povo”, disse Boulos, em discurso transmitido por redes sociais.

Durante a fala, o líder do MTST lembrou que há acusações de corrupção contra o presidente Michel Temer. A cada menção ao nome do peemedebista, os manifestantes gritavam “ladrão”. Boulos também citou as gravações do senador Aécio Neves (PSDB-MG) em conversas com o empresário Joesley Batista, da JBS. “Contra Lula não tem uma gravação, não tem uma mala, não tem uma conta (ilícita) e ele está preso em Curitiba”, enfatizou o pré-candidato.

Desta forma, a liberdade de Lula, para Boulos, se tornou uma questão de justiça. “Você pode gostar ou não do Lula, mas o que está acontecendo não é justo. Não vamos descansar enquanto não tirarmos Lula de lá”, reforçou.

A marcha segue para a prefeitura de São Bernardo do Campo e contará com a presença da filha do ex-presidente, Lurian Cordeiro Lula da Silva. Na quinta-feira à noite, quando foi expedido o mandado de prisão contra o petista, as famílias que estavam na ocupação Povo Sem Medo já haviam caminhado até a frente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para protestar. Elas mantiveram a vigília até o sábado à noite.

A próxima assembleia da ocupação ficou marcada para o próximo domingo, às 16h, no estacionamento do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Moradia
No mesmo discurso em que Boulos reforçou seu apoio à Lula, o líder do MTST anunciou a aprovação de um acordo que garantirá quatro terrenos para a construção de moradias para as famílias da ocupação, em São Bernardo do Campo.

 

 

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