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Brasil

Líder do governo Lula aciona PF e PGR sobre Flávio e Dark Horse

Senado Teresa Leitão (PT-PE) pede informações sobre filme de Bolsonaro e imóvel em Angra no qual Flávio foi citado

21/08/2026 16:56
Fábio Vieira/Metrópoles
Imagem colorida, ex-presidente Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro (PL) - Metrópoles

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), acionou a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir informações sobre dois casos que citam Flávio Bolsonaro (PL-RJ): o financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro (PL), e uma disputa envolvendo um imóvel da União em Angra dos Reis (RJ).

Os ofícios foram enviados nessa quinta-feira (20/8) ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A senadora quer saber se existem ou existiram procedimentos relacionados aos dois episódios e qual é a situação de cada apuração.

No caso de Dark Horse, Teresa pede informações sobre inquéritos, notícias de fato ou outros procedimentos relacionados ao financiamento e à produção da cinebiografia de Bolsonaro.

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A líder do governo solicita, entre outros dados, a identificação dos procedimentos, quando foram abertos, qual órgão ficou responsável e em que fase estão. Também pergunta se houve arquivamento, denúncia ou outra forma de encerramento das apurações.

O caso ganhou repercussão depois da revelação de conversas entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, sobre a busca de recursos para o filme. O senador afirmou que procurava financiamento privado para a produção e nega ter cometido irregularidades.

A PF abriu investigação para apurar os repasses destinados ao projeto. O inquérito foi autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e busca esclarecer as circunstâncias do financiamento.

Casa em Angra dos Reis

O segundo eixo dos pedidos de Teresa trata de um imóvel localizado na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. A senadora pergunta se PF e Ministério Público investigaram operações de ocupação, cessão, negociação ou transferência dos direitos sobre o terreno, que pertence à União.

Os documentos citam empresas relacionadas ao jogador Richarlison e ao advogado Willer Tomaz, além de atos da Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Segundo o ofício, Flávio teria sido arrolado como testemunha no conflito por ter supostamente visitado o imóvel e demonstrado interesse em comprá-lo.

O Metrópoles revelou, em 2022, que o senador havia sido incluído como testemunha na disputa judicial pela posse de uma mansão avaliada à época em R$ 10 milhões. O imóvel havia sido negociado com uma empresa ligada a Richarlison e ao empresário do jogador.

No documento, Teresa diz que o pedido “não pretende antecipar juízo sobre responsabilidade de qualquer pessoa” nem interferir em investigações em andamento. Segundo ela, o objetivo é obter informações sobre a “existência, identificação, tramitação e eventual desfecho” dos procedimentos.