Líder do governo diz que foto comprova "erro" do presidente de CPMI
Havia 31 parlamentares na comissão, mas governistas dizem que só 21 votaram, garantindo maioria de 14 contra

O líder do Governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), apresentou, nesta quinta-feira (26/2), uma foto que diz comprovar que o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) cometeu fraude ao contar errado os votos que aprovaram a lista de requerimentos pautados no colegiado.
“Basta contar, estão aqui as imagens da TV Senado, está aqui a foto, quantos estavam em pé? 14 parlamentares estavam em pé, as fotos, todos titulados”, disse o líder.
Dentre os requerimentos, estava a quebra de sigilo bancário de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O quórum de presença na sala da comissão era de 31 parlamentares. Na hora da votação, no entanto, os governistas afirmam que havia apenas 21 parlamentares presentes na comissão, o que garantiria a maioria dos votos para a base governista, que contabilizou 14 parlamentares que votaram contra a votação (veja na foto abaixo).

“No momento da votação, estavam em plenário 21 parlamentares, titulares, senadores, senadoras, deputados e deputadas. Destes, 14 votaram contra a votação dos atendimentos e 7 favoravelmente”, declarou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS)
Eis os votos que o Pimenta calculou:
- Senadora Soraya Thronicke;
- Senador Randolfe Rodrigues;
- Senadora Jussara Lima;
- Senador Jaques Wagner;
- Senadora Tereza Leitão;
- Deputado Damião Feliciano;
- Deputado Átila Lira;
- Deputado Cleber Verde;
- Deputado Orlando Silva;
- Deputado Romero Rodrigues;
- Deputado Paulo Pimenta;
- Deputado Alencar Santana;
- Deputado Neto Caleto; e
- Deputado Rogério Correia.
O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), contabilizou sete votos dentro do quórum de 31 parlamentares. Por conta disso, a ala governista recorre ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para anular a votação e fazer uma nova.

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