
Milena TeixeiraColunas

Planalto vê “golpe” na CPMI do INSS e aposta em Alcolumbre para salvar Lulinha
Ministros do alto escalão do governo avaliam que a CPMI do INSS articulou uma manobra para conseguir aprovar quebra de sigilo de Lulinha
atualizado
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Ministros do alto escalão do governo avaliam que o presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, articulou um “golpe” ao conduzir a aprovação da quebra do sigilo bancário de Fábio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula.
Em votação marcada por tensão e troca de acusações, a comissão aprovou nesta quinta-feira (26/2) a medida que autoriza o acesso às informações bancárias do empresário.
Auxiliares do Palácio do Planalto afirmam que o presidente da comissão optou por não contar os votos para dar um “golpe”, já que, em tese, o governo detém maioria no colegiado.
“Se temos maioria, como poderíamos perder uma votação dessa magnitude?”, questionou um ministro, sob reserva, à coluna.
Ainda segundo esses ministros, o governo pretende recorrer da decisão. O próprio deputado Paulo Pimenta (PT-RS), membro da comissão, afirmou que acionará o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), e também levará o caso ao Conselho de Ética.
“Diante deste fato, nós iremos até o presidente do Congresso Nacional para solicitar a imediata anulação que teve aqui, e, ao mesmo tempo, vamos fazer uma representação no Conselho de Ética do Congresso Nacional contra Vossa Excelência por decisão de fraudar o resultado da votação”, disse Pimenta.
A apostas de aliados do presidente Lula é de que Alcolumbre “não irá levar adiante” as medidas que foram aprovadas pela comissão.






