Leandro Boldrini, pai do menino Bernardo, tem prisão mantida pelo STJ
O garoto foi assassinado em abril de 2014, no Rio Grande do Sul, por superdosagem de medicamento

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão de Leandro Boldrini, condenado pela morte do filho, Bernardo Uglione Boldrini. O garoto foi assassinado em abril de 2014, no Rio Grande do Sul, por superdosagem de medicamento, e teve o corpo enterrado em uma cova aberta à mão.
O presidente da Corte, ministro Humberto Martins, negou o pedido de habeas corpus que libertaria o médico. Boldrini responde pelos delitos de homicídio, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. O crime foi julgado pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri, em março de 2019.
No pedido, a defesa do criminoso argumentou que um recurso com embargos infringentes e de nulidade foi parcialmente acolhido, determinando a realização de novo julgamento do médico, não tendo havido, no entanto, manifestação sobre a necessidade de mantê-lo preso preventivamente.

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Ver todasOs advogados do médico também questionaram o tempo de prisão, que já dura sete anos, sem previsão de realização de novo julgamento. Segundo a defesa de Leandro, isso caracteriza “excesso de prazo” e justificaria a concessão da liberdade.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesLeandro Boldrini (pai) teve pena fixada em 33 anos e 8 meses. Graciele Ugulini (madrasta) terá que cumprir 34 anos e 7 meses de prisão. Já Edelvânia Wirganovicz (amiga de Graciele) pegou 23 anos de cadeia. Por fim, Evandro Wirganovicz (irmão de Edelvânia) foi sentenciado a 9 anos e 6 meses. Todos eles estão em regime fechado. As condenações saíram após cerca de 50 horas de julgamento, durante cinco dias.
Com informações do Superior Tribunal de Justiça.
