Lava Jato: CGU exclui Queiroz Galvão de licitações com governo
A determinação do ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, foi publicada no Diário Oficial da União
atualizado
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A Controladoria-Geral da União (CGU) proibiu a construtora Queiroz Galvão de participar de licitações e de contratar com a administração pública. A empresa foi um dos alvos da Operação Lava Jato, que investiga corrupção da Petrobras.
A determinação do ministro da CGU, Wagner Rosário, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (30/01/2020).
A punição ocorre, segundo a CGU, pela empresa ter “atuado em defesa de interesses escusos e particulares, de forma concertada e ardilosa, frustrando, direcionando e fraudando certames licitatórios direcionados na Petrobras em conluio com outras empresas”.

O ministro é categórico na decisão. “Declaro a inidoneidade para licitar e contratar com a administração pública da empresa Queiroz Galvão”, destaca na decisão.
A sanção ocorre após a aprovação do Relatório Final da Comissão de Processo Administrativo de Responsabilização da Advocacia-Geral da União (AGU).
Há 10 meses, o Tribunal de Contas da União (TCU) tomou a mesma decisão. À época, quatro empreiteiras foram consideras inidôneas entre elas, a Queiroz Galvão. O Tribunal considerou que houve cartel na licitação da usina Angra 3.
Entre as ações penais contra a construtora, está o pagamento de propina no valor de R$ 10 milhões a deputados para barrar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.
No outro processo, a Queiroz Galvão responde por esquema de corrupção da Petrobras, como membro do cartel de empreiteiras.
O fundador da empresa, Antonio Queiroz Galvão, morreu há onze dias, aos 96 anos. Ele sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) em casa, na capital pernambucana.
