Veja decisão que aponta indícios de crimes eleitorais de Paulinho da Força

Operação Dark Side foi autorizada pelo juiz Marco Antonio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, contra o parlamentar

atualizado 14/07/2020 14:58

A Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público Eleitoral (MPF), deflagrou na manhã desta terça-feira (14/7) a Operação Dark Side. Entre os alvos, está o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP). A iniciativa foi autorizada pelo juiz Marco Antonio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo. Para ele, há indícios de que o parlamentar cometeu crimes.

Segundo o magistrado, da análise dos elementos da investigação, era possível extrair “indícios suficientemente seguros — e até contundentes para o momento de cognição sumária —” quanto ao recebimento de quantias vultosas não contabilizadas em favor das campanhas eleitorais de Paulinho da Força aos cargos de deputado federal, em 2010, e prefeito de São Paulo, em 2012.

Veja a íntegra da decisão:

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De acordo com as investigações, o montante total de dinheiro ilícito recebido foi de R$ 1,7 milhão. Na representação enviada à Justiça, os investigadores apontaram ainda que os valores foram creditados pela JBS, a despeito da ausência de declaração ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e ainda teriam sido empregadas “manobras próprias ao delito de lavagem de dinheiro”.

A Operação Dark Side fez buscas no gabinete do parlamentar, no apartamento funcional e na sede da Força Sindical em São Paulo. Ao todo, os agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão em São Paulo e em Brasília.

Trata-se da primeira fase da Operação Lava Jato junto à Justiça Eleitoral de São Paulo desde o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que reafirmou a competência da mesma para analisar crimes conexos aos delitos eleitorais.

Em nota, Paulinho da Força negou todas as acusações.

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