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Justiça

TRF-4 nega recurso e mantém pena do ex-senador do DF Gim Argello

Ex-parlamentar foi condenado a 11 anos e 8 meses pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

18/05/2018 00:04, atualizado 18/05/2018 07:06
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
TRF-4 nega recurso e mantém pena do ex-senador do DF Gim Argello

O colegiado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) manteve a condenação do ex-senador do Distrito Federal Gim Argello, por maioria de votos, em julgamento realizado nessa quinta-feira (17/5).

Os advogados de Gim entraram com pedidos de embargos infringentes após a Corte recusar os impedimentos de declaração. A defesa pediu absolvição, redução de pena e revisão da indisponibilidade dos bens, determinada pelo juiz Sérgio Moro. Contudo, nenhum pleito foi acatado.

O ex-senador, preso desde abril de 2016, durante desdobramentos da Operação Lava Jato, foi condenado inicialmente a 19 anos de prisão por Moro pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em novembro de 2017, contudo, o ex-parlamentar do DF teve a punição reduzida para 11 anos e 8 meses de reclusão.

Denúncia
Gim Argello foi denunciado por pedir a dirigentes de empreiteiras pagamento de vantagem indevida para protegê-los, inclusive deixando de convocá-los para depoimento na comissão parlamentar de inquérito, instaurada no Senado para apurar crimes ocorridos na Petrobras, e na comissão parlamentar mista de inquérito, instaurada no Senado e na Câmara para apurar esses mesmos crimes durante 2014.

Segundo as investigações, o ex-senador brasiliense teria pedido R$ 5 milhões ao empreiteiro Ricardo Ribeiro Pessoa, pagos na forma de doações eleitorais registradas a partidos indicados pelo ex-senador. Ele também teria solicitado propina a outras empreiteiras, que não fizeram o pagamento.