STF coloca Renan Calheiros no banco dos réus na Lava Jato

O senador é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, porque teria recebido propina para manter presidente da Transpetro. Ele nega

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 03/12/2019 19:39

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta terça-feira (03/12/2019), por 3 votos a 2, aceitar parte da denúncia contra o senador Renan Calheiros (MDB-AL), no âmbito da Operação Lava Jato. O político foi denunciado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. É a primeira vez que o ex-presidente do Senado vira réu na Lava Jato.

O Ministério Público Federal (MPF) acusa o senador de ter recebido R$ 150 mil em setembro de 2010, via doação da empresa NM Serviços, para o diretório estadual do partido em Tocantins. A decisão do colegiado, no entanto, não representa condenação.

Uma ação penal terá que ser aberta para apurar as acusações. O senador ainda terá de ser julgado, podendo ser absolvido ou condenado.

“É inacreditável”
“Já foram arquivados 2/3 das falsas acusações e esta também será por absoluta falta de provas. É inacreditável que se investigue uma trama de Rodrigo Janot, Sérgio Machado e Marcelo Miller, trio da pior espécie. A PF foi assertiva quanto à falta de provas, o delator não se lembra do episódio. Trata-se da criminalização da doação legal ao diretório de Tocantins e sobre a qual eu não tive nenhuma responsabilidade”, afirmou o senador no início da noite por meio de nota.

Entenda
Calheiros foi denunciado em agosto de 2017 por suspeita de receber, entre 2008 e 2010, cerca de R$ 1,8 milhão por meio de diretórios do MDB e PSDB em Aracaju, Alagoas e Tocantins. Segundo a Procuradoria, em troca de receber valores da NM Engenharia, Renan mantinha Sérgio Machado no cargo de presidente da Transpetro.

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