Relator no TRF-4 nega a Lula acesso a mensagens da Lava Jato

Para o desembargador Joâo Pedro Gebran Neto, o material foi obtido de maneira ilegal e, por isso, é "impossível o seu aproveitamento"

Daniel Ferreira/MetrópolesDaniel Ferreira/Metrópoles

atualizado 03/09/2019 17:39

O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), negou ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o acesso às mensagens que envolvem procuradores da força-tarefa no processo do Sítio de Atibaia.

Para o desembargador, a “ilegalidade da obtenção do material” torna “impossível o seu aproveitamento” na ação penal. Ou seja, Gebran Neto avalia que os diálogos divulgados pelo site The Intercept, em parceria com outros veículos, não são válidos.

Na última segunda-feira (02/09/2019), o Ministério Público Federal (STF) também se manifestou pela ilegalidade das mensagens. Para a Procuradoria, o material foi colhido de forma ilícita.

A defesa de Lula argumenta que os diálogos revelados pelo site e que colocam em xeque a imparcialidade de procuradores do MPF e do ex-juiz Sergio Moro no âmbito da operação Lava Jato constituem “fato público e notório”.

Entre as irregularidades apontadas está a indicação de Moro ao procurador Deltan Dallagnol de uma pessoa “aparentemente disposta” a falar sobre imóveis relacionados a Lula ou ainda a solicitação, sem autorização judicial, de dados da Receita Federal.

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