Pizzolato deixa a Papuda após conseguir liberdade condicional
Condenado a mais de 12 anos de cadeia no Mensalão, o ex-diretor do Banco do Brasil conseguiu o benefício por bom comportamento
atualizado
Compartilhar notícia

O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato deixou na tarde desta quinta-feira (28/12) o Complexo Prisional da Papuda, em Brasília (DF), para cumprir pena em regime condicional. O benefício foi concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso.
Henrique Pizzolato foi condenado no processo do Mensalão pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, somando uma pena de 12 anos e 7 meses de reclusão, inicialmente sem o direito de deixar a prisão, e 530 dias-multa. Nesta quinta, ele foi à Vara de Execuções Penais (VEP), na capital federal, para inteirar-se de todas as condições do novo regime.
Ficou determinado que Pizzolato deve comparecer a cada dois meses na VEP, comunicando sua ocupação. Atualmente ele exerce a função de assistente de programação da rádio OK FM. O ex-diretor também não pode viajar ou sair do Distrito Federal sem prévia autorização judicial, nem mudar de endereço sem comunicar antecipadamente.Outra regra a ser cumprida é não ficar fora da residência no período noturno – o recolhimento deve ser feito todos os dias da semana, a partir das 22h. Pizzolato também não pode consumir bebidas alcoólicas e deve evitar desentendimentos em público. Além disso, a multa que compõe a condenação tem continuar a ser paga. Caso ele não cumpra as medidas, pode ter a liberdade condicional suspensa.
Ao conceder a progressão, o ministro Barroso destacou o bom comportamento de Pizzolatto, que já estava no semi-aberto desde agosto de 2017, quando o advogado do ex-diretor, José Carlos Carvalho, afirmou que ele andava ansioso com a novidade. “Ele estava apreensivo no começo, mas, pouco tempo depois, seguiu um dia normal de trabalho. Está se readaptando à realidade da vida”, disse Carvalho na ocasião.
