PGR quer impedir ataques cibernéticos a procuradores da Lava Jato

Usuários receberam ligações do seu próprio número, algo que estaria sendo viabilizado por meio de aplicativos específicos

Nelson Jr./SCO/STNelson Jr./SCO/ST

atualizado 14/05/2019 19:34

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, determinou nesta terça-feira (14/05/2019) a abertura de procedimento administrativo para acompanhar a apuração de tentativas de ataques cibernéticos a procuradores do Ministério Público Federal, sobretudo os que integram a força-tarefa Lava Jato no Rio e no Paraná. Identificadas nos últimos dias, as tentativas de ataques já são objeto de procedimentos investigativos específicos nas respectivas unidades.

No âmbito da PGR, foram determinadas providências a serem adotadas pela Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (STIC) do Ministério Público Federal “no sentido de diagnosticar eventuais ataques e resolver o problema de forma definitiva”.

Desde a semana passada, a Secretaria de Tecnologia da Informação tem reforçado orientações de medidas para ampliar a segurança dos aplicativos de mensagem como WhatsApp e Telegram nos celulares institucionais.

“Em parte dos casos em que foi verificada a tentativa de ataque, os usuários receberam ligações do seu próprio número, o que à primeira vista parece impossível, algo que estaria sendo viabilizado por meio de aplicativos específicos”, destaca a Procuradoria. A STIC também já acionou a operadora telefônica para garantir a segurança dos usuários.

A secretaria esclarece ainda que os roubos de identidade, e o chamado sequestro de contas de Telegram e WhatsApp podem estar acontecendo “por meio das explorações dessas vulnerabilidades ou por meio de mensagens falsas que levam o usuário a clicar ou fornecer informações que viabilizam a fraude”.

Próximas vítimas
“Uma vez comprometido um aplicativo de mensagens, os contatos presentes naquele dispositivo serão as próximas vítimas, tanto pelas informações ali presentes quanto pela relação de confiança comumente estabelecida entre os pares”, ressalta.

No despacho em que determinou a abertura do procedimento, a PGR destaca informações recebidas dos integrantes da força-tarefa, enfatiza que os ataques noticiados pelos procuradores são graves e configuram uma situação que pode comprometer diversas apurações em curso.

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