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A Operação Prato Feito, deflagrada nesta quarta-feira (9/5), prendeu, em flagrante, três políticos com grande quantia de dinheiro. Um deles foi o prefeito Artur Parada Prócida (PSDB). A Polícia Federal encontrou em sua casa, situada no município de Mongaguá, no litoral Sul de São Paulo, R$ 4.613.610, além de US$ 216.763 em espécie. As informações são do blog do Fausto Macedo, do jornal O Estado de SP.

Segundo a reportagem, ele foi preso por lavagem de dinheiro. Aliados do tucano garantiram que a origem da quantia será explicada às autoridades. Ainda de acordo com o texto, dois agentes públicos de Mauá (SP) também acabaram presos em flagrante: eles portavam R$ 588.417 e R$ 87 mil em dinheiro. Um dos presos é o secretário de Governo de Mauá, João Gaspar (PRP).

Pelo menos 30 prefeituras do estado paulista estão sob suspeita da Operação Prato Feito. Até o momento, 13 prefeitos são investigados, além de quatro ex-prefeitos, 27 funcionários públicos, um vereador e 29 empresas. A PF também tem como alvo a Controladoria-Geral da União secretários municipais e lobistas. A operação foi deflagrada em três estados e no Distrito Federal.

Capez no banco dos réus
O blog informa ainda que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) tornou o deputado Fernando Capez (PSDB) réu da Máfia da Merenda. Por 12 votos a 9, o tribunal abriu ação penal contra o político.

Ele é acusado pela Procuradoria-Geral de Justiça por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Operação Alba Branca – deflagrada em janeiro de 2016 contra organização criminosa que se instalou em pelo menos 30 prefeituras paulistas e na Secretaria do Estado da Educação para fornecimento de sucos e merendas escolares.