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Pedro Barusco, emblemático delator da Operação Lava Jato, recebeu autorização judicial para tirar a tornozeleira eletrônica que o manteve sob monitoramento nos últimos dois anos. A decisão é da juíza da 12ª Vara de Execuções Penais de Curitiba, Carolina Lebbos.

Barusco era gerente de Engenharia da Diretoria de Serviços da Petrobras, então sob comando de Renato Duque. Alvo da Lava Jato, Barusco se livrou da prisão ao fechar acordo com a Procuradoria-Geral da República. Ele confessou ter recebido propinas de US$ 100 milhões de empreiteiras que integraram o cartel que assumiu o controle de contratos bilionários da Petrobras.

O próprio Barusco abriu mão da fortuna que amealhou de forma ilícita. Os US$ 100 milhões que depositou em contas na Suíça já foram repatriados.

Ao autorizar Barusco sem tornozeleira, a juíza Carolina Lebbos alertou: “Fica o executado advertido de que o cumprimento da pena sob o novo regime baseia-se na sua autodisciplina e senso de responsabilidade. No caso de descumprimento injustificado, estará sujeito o executado à regressão de regime e a não extensão do benefício a outras eventuais condenações, consoante os termos da sentença condenatória e do acordo de colaboração premiada homologado.”