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Justiça

MPGO suspeita que tornozeleira eletrônica de Rocha Loures não funciona

Ministério Público de Goiás encaminhou a informação à Procuradoria-Geral da República e pede a devolução do equipamento

08/07/2017 01:43, atualizado 08/07/2017 10:11
Michael Melo/Metrópoles
MPGO suspeita que tornozeleira eletrônica de Rocha Loures não funciona

Três dias após recomendar à Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) que solicite a devolução imediata da tornozeleira eletrônica concedida ao ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PSDB-PR), o Ministério Público estadual (MPGO) lançou dúvidas sobre o funcionamento do aparelho.

Em ofício encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta sexta-feira (7/7), o promotor Fernando Aurvalle Krebs “suspeita que Rodrigo Santos da Rocha Loures não esteja sendo monitorado. E, se está, tal monitoramento é ilegal, porque não foi previsto contratualmente”.

Até a última atualização desta reportagem, nem a PGR nem a SSP-GO, que cedeu a tornozeleira ao ex-parlamentar, tinham se manifestado sobre o caso.

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A recomendação que pede o equipamento de volta foi encaminhada pelo MPGO à SSP-GO na terça-feira (4/7), após a instauração de inquérito para apurar se Rocha Loures foi beneficiado na concessão do aparelho.

Assinado pelo promotor Krebs, o ofício afirma que “causa espanto o fornecimento, pelo estado de Goiás, de equipamento de monitoramento eletrônico para detento de outra unidade da Federação, sendo que as tornozeleiras eletrônicas estão em falta em Goiás”.

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Loures é um político muito próximo a Michel Temer
O presidente seria o destinatário da propina que Loures levava em uma mala
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O ex-deputado furou fila ao conseguir uma tornozeleira eletrônica
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Rocha Loures foi preso no fim de junho
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Rocha Loures foi preso no fim de junho

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Loures é um político muito próximo a Michel Temer
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Loures é um político muito próximo a Michel Temer

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O presidente seria o destinatário da propina que Loures levava em uma mala
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O presidente seria o destinatário da propina que Loures levava em uma mala

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O ex-deputado furou fila ao conseguir uma tornozeleira eletrônica
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O ex-deputado furou fila ao conseguir uma tornozeleira eletrônica

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Dida Sampaio/Agência Estado

Mala da propina
Rodrigo Rocha Loures estava preso em Brasília desde 3 de junho. A prisão foi motivada pela divulgação de imagens feitas pela Polícia Federal enquanto ele recebia uma mala com R$ 500 mil, suposta propina paga pelo frigorífico JBS que teria como destinatário final o presidente Michel Temer.

No último dia 30, ele conseguiu o direito à prisão domiciliar. A decisão foi do relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

Para ter direito ao benefício, o “homem da mala” deve usar a tornozeleira eletrônica, permanecer em casa entre 20h e 6h e não pode sair nos finais de semana.

Fura fila
A tornozeleira foi essencial para a progressão de prisão do regime fechado para o domiciliar. No último domingo (2), o Metrópoles mostrou com exclusividade que o ex-assessor do presidente Michel Temer furou fila e passou à frente de cerca de 100 presos que aguardavam o aparelho em Goiás.

O estado goiano cedeu o equipamento porque o Distrito Federal não o tem. Um dia após a reportagem do Metrópoles, a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social do DF (SSP-DF) assinou contrato com a UE Brasil Tecnologia para o fornecimento de até 6 mil unidades do equipamento em território brasiliense.

O extrato do contrato foi publicado na edição de quarta (5) do Diário Oficial do DF. Agora, corre prazo de 45 dias para a entrega de toda a estrutura de monitoração eletrônica. “A expectativa é de que o início do funcionamento do sistema ocorra até o fim de agosto”, explicou em nota a SSP-DF.