MP denuncia mulher que agrediu funcionários e clientes de padaria em SP

Caso a Justiça de São Paulo aceite a denúncia, Lidiane Brandão Biezok se tornará ré por injúria racial, homofobia e lesão corporal

atualizado 01/12/2020 14:56

Reprodução

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou, nessa segunda-feira (30/11), Lidiane Brandão Biezok. A advogada foi presa após ofender e agredir clientes e funcionários de uma padaria da capital paulista com xingamentos homofóbicos, racistas e transfóbicos.

Caso a Justiça de São Paulo aceite a denúncia do MPSP, Lidiane se tornará ré por injúria racial, homofobia e lesão corporal – as imagens mostram a acusada agredindo fisicamente uma das vítimas. A denúncia foi apresentada pela promotora Martha Dias.

Segundo o apurado pelo Ministério Público, a advogada chegou alterada no estabelecimento e passou a ofender a atendente Luane da Silva Lopes e o balconista Osvaldo da Silva Santana. Além dos funcionários, a mulher também agrediu Kelton Campos Fausto e Ricardo Boni Gattai Siffert. Os dois clientes tentaram intervir na discussão prévia entre acusada e trabalhadores.

Siffert foi atingido na cabeça por Lidiane com um porta-guardanapos de acrílico. A mulher foi presa em flagrante à época do crime, ocorrido em 20 de novembro.

Vídeo

Toda a ação foi registrada em vídeo por trabalhadores e clientes da padaria. Em uma das falas homofóbicas, a mulher diz a um funcionário, que tentava acalmar a situação: “Eu não estou falando porra nenhuma. Isso aqui é uma padaria gay?”. Ela também foi acusada de declarações transfóbicas e racistas pelos envolvidos.

O gerente do estabelecimento chamou a polícia, que chegou ao local depois de minutos, levando os envolvidos à delegacia, onde boletins de ocorrência foram registrados por funcionários e pela dupla que foi vítima do ataque homofóbico.

 

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