Justiça nega habeas corpus a Eike Batista
O juiz que avaliou o pedido de liberdade e alegou que a prisão de Eike justifica-se para a manutenção da “ordem pública”
atualizado
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A Justiça Federal negou liminarmente o pedido de habeas corpus do empresário Eike Batista, nesta quarta-feira (1º/2). O juiz Vigdor Teitel, substituto do desembargador Abel Gomes no Tribunal Federal da 2ª Região (TRF 2ª), rejeitou o pedido de liberdade provisória impetrado pela defesa do empresário.
Eike se entregou à polícia nesta segunda feira (30/1) depois de ser considerado foragido pela Interpol. O empresário é acusado de corrupção no âmbito da Operação Eficiência, desdobramento da Lava Jato. Eike teria pagado US$ 16,5 milhões ao ex-governador Sérgio Cabral.
O juiz Teitel considerou que a prisão de Eike é necessária para a manutenção da ordem pública “bem como diante da quantidade de demandas em curso no Poder Judiciário que evidenciam um oceano de corrupção sistêmica envolvendo detentores de mandatos eletivos e empresas, por intermédio de seus dirigentes, mediante a utilização de contratos simulados e de outros expedientes astuciosos para o pagamento de propinas.”