Janot critica decisão de ministro do STF: “simplesmente absurda”

Ex-procurador-geral da República reagiu à decisão de Lewandowski de devolver delação premiada de marqueteiro Renato Pereira à PGR

atualizado

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Fellipe Sampaio/ SCO/ STF
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1 de 1 janot - Foto: Fellipe Sampaio/ SCO/ STF

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot usou o seu recém-criado perfil no Twitter para criticar, nesta sexta-feira (17/11), a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski. Em uma publicação na rede social, Janot afirmou que a devolução do acordo de delação premiada do marqueteiro Renato Pereira à Procuradoria-Geral da República (PGR), determinada por Lewandoski, é “simplesmente absurda”.

Na postagem, o ex-procurador-geral compartilhou uma reportagem publicada nesta sexta (17) pelo jornal O Globo onde ele pontuou que, caso a decisão do ministro do STF seja mantida, poderá “matar” a ferramenta da delação premiada no país. “É inacreditável, é um absurdo. Vão matar o instituto da colaboração”, disse Janot à publicação.

Registrando que não haveria condições de homologar “por ora” o acordo, Lewandoski devolveu a delação premiada de Renato Pereira à PGR na terça (14/11). O ministro do STF alegou que precisam ser revistas cláusulas que tratam da fixação da pena pela PGR, da autorização concedida ao delator de fazer viagens internacionais, do valor da multa fixado em R$ 1,5 milhão e da suspensão do prazo de prescrição. Se a procuradora-geral Raquel Dodge não rever o acordo, a delação não ganhará validade judicial.

Em seus depoimentos, o marqueteiro narrou fatos que comprometem a cúpula do PMDB do Rio de Janeiro, incluindo Sérgio Cabral, Eduardo Paes e Luiz Fernando Pezão, além da campanha da atual senadora Marta Suplicy (PMDB) à prefeitura de São Paulo, em 2016. A citação à senadora, que detém foro privilegiado, é o motivo de a delação ter chegado ao STF.

O acordo firmado entre Renato Pereira e o MPF previa uma pena de quatro anos de reclusão e perdão de todos os crimes, com exceção dos praticados na campanha de Pezão ao governo do Rio, em 2014.

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