Inconsistências: MPF quer que MEC suspenda as inscrições do Sisu
Para o órgão, o processo só poderá ser aberto quando for feita uma nova conferência dos gabaritos de todos os candidatos
atualizado
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O Ministério Público Federal (MPF) recomendou, nesta quarta-feira (22/01/2020), ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, e ao presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, a suspensão das inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Para o MPF, o processo só poderá ser aberto quando for feita uma nova conferência dos gabaritos de todos os candidatos que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
A recomendação pede aos órgãos que comuniquem oficialmente aos candidatos sobre a abertura de prazo para solicitação de verificação das inconsistências e que haja resposta formal sobre todos os pedidos de correção. O MEC e o Inep têm o prazo de 24 horas, a partir da notificação, para acatar a sugestão.
Segundo nota, o MPF entende que ainda não há garantia de que todos os equívocos foram devidamente corrigidos e, por isso, deve ser garantido aos 3,9 milhões de pessoas que realizaram a prova o direito de recorreção dos gabaritos.
Para o MPF, a prorrogação do Sisu por mais dois dias é insuficiente para resolver a divergência entre as notas dos candidatos, já que a alteração das pontuações repercute na nota de corte e na classificação parcial da seleção, o que prejudica o planejamento dos milhões de postulantes.
Reclamações
O MP de Minas Gerais recebeu 97 representações, sendo 17 feitas entre ontem e hoje. Em São Paulo, o órgão consta 13 notícias de irregularidade, e no Ceará foram seis até o momento. Nesse último, um procedimento foi instaurado para investigação dos casos.
Já os MPFs do Rio Grande do Sul e do Espírito Santo receberam, cada um, apenas uma manifestação. Os cinco estados ainda estão analisando as demandas e ainda não divulgaram as medidas que os procuradores da República irão tomar.
De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) pretende divulgar um relatório com esses números em âmbito nacional até o fim do dia. (Com informações da Agência Estado).
