Governo não teme judicialização da reforma da Previdência, diz AGU

André Mendonça é um dos nomes mais cotados para preencher a vaga de "ministro evangélico" do governo Bolsonaro

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

atualizado 16/07/2019 8:17

O advogado-geral da União, André Mendonça, afirmou que um eventual questionamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a reforma da Previdência não causa preocupação ao governo. Ressaltou que está pronto para responder ações e defender a constitucionalidade da proposta. “Poderá haver judicialização, mas nós estamos preparados para ela e, neste sentido, eu não temo a judicialização”, disse.

André Mendonça concedeu entrevista à jornalista Roseann Kennedy para o programa Impressões, que vai ao ar nesta terça-feira (16/07/2019), às 23h, na TV Brasil.

Ele também falou sobre a sucessão na Procuradoria Geral da República. Informou que tem recebido concorrentes ao cargo, que se colocam à disposição para esclarecimentos, caso sejam necessários. “É um diálogo onde as pessoas interessadas, principalmente as da lista tríplice, vêm se apresentar. É uma conversa muito republicana, de ambos os lados, e natural num processo dessa natureza”, observou.

O atual mandato da procuradora Raquel Dodge acaba em setembro. Caberá ao presidente da República, Jair Bolsonaro, indicar o substituto ou reconduzi-la ao cargo. No início deste mês, Bolsonaro recebeu a sugestão de três nomes escolhidos em votação interna dos procuradores do Ministério Público Federal. Embora seja comum optar por um dos apresentados na lista tríplice, a Constituição garante ao presidente o direito de escolher uma pessoa de fora da lista.

Na entrevista, o advogado-geral da União também detalhou seu foco de trabalho no combate à corrupção, destacou as dificuldades para recuperar o dinheiro desviado dos cofres públicos e falou sobre as metas da AGU. Ele ainda abordou questões pessoais a respeito de sua atividade de pastor e de sua devoção a Deus.

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