Gilmar Mendes nega anular votação de lei de abuso de autoridade
Parlamentares do Novo e do PSL queriam uma nova análise do texto, já que ele foi aprovado em caráter simbólico, e não nominal

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido dos partidos Novo e PSL para anular a aprovação do projeto de lei de abuso de autoridade, na Câmara dos Deputados. Segundo o magistrado, não cabe à Corte interferir em questões do Legislativo.
No pedido, as legendas argumentavam que seria necessária uma segunda votação, já que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não autorizou votação nominal, apenas simbólica. Para os parlamentares, houve ilegalidade no processo.
Para Gilmar Mendes, a questão é “interna corporis”, ou seja, cabe apenas ao Legislativo decidir, pois se baseia exclusivamente no regimento da Câmara.
“A decisão adotada pela autoridade coatora em questão não afrontou direito líquido e certo dos impetrantes, pois envolve norma de organização e procedimento internos daquele órgão, não havendo previsão acerca do tema na Constituição”, diz trecho da decisão do ministro.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO texto da proposta, que define punições a juízes, integrantes do Ministério Público e políticos, foi aprovado e enviado para sanção presidencial.



