Gilmar Mendes diverge de relator e vota por realizar Censo em 2022

De acordo com o ministro do STF, governo precisa de tempo “razoável” para adotar as medidas necessárias à produção da pesquisa

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Rafaela Felicciano/Metrópoles
gilmarmendes-840×556
1 de 1 gilmarmendes-840×556 - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concordou com a decisão de obrigar o governo federal a realizar o Censo Demográfico, mas divergiu do relator, Marco Aurélio Mello, sobre a data para que a medida seja cumprida. O magistrado votou, nesta quarta-feira (12/5), para que a pesquisa seja feita apenas em 2022. O caso está sendo analisado pelo plenário virtual da Corte.

Os ministros vão decidir se referendam ou não a decisão do ministro Marco Aurélio de determinar ao governo que realize a pesquisa ainda em 2021, sob o argumento de que seu cancelamento viola a Constituição.

Na avaliação do ministro Gilmar Mendes, esperar até o próximo ano dá um prazo “razoável” para que o governo federal adote as medidas necessárias para a realização do levantamento. Ele justifica que o próprio Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo Censo, informou que os atrasos na fase de preparação não permitem dar início à coleta de dados.

“A concessão de prazo razoável se alinha com a necessidade de preservar o espaço de deliberação próprio das instâncias políticas, assegurando outra oportunidade para que o Poder Executivo, em articulação direta com o Congresso Nacional, assegure créditos orçamentários suficientes para a realização do Censo Demográfico do IBGE”, diz trecho do voto.

Leia a íntegra:

Voto do ministro Gilmar Mendes by Metropoles on Scribd

Plenário

A análise do caso se dá no plenário virtual da Corte, em que os ministros depositam seus votos a distância, sem a necessidade de reuniões presenciais ou por videoconferência. O julgamento começou na última sexta-feira (7/5) e está previsto para acabar na próxima sexta-feira (14/5).

O relator, ministro Marco Aurélio, manteve a posição em favor da realização do Censo ainda neste ano.

“A União e o IBGE, ao deixarem de realizar o estudo no corrente ano, em razão de corte de verbas, descumpriram o dever específico de organizar e manter os serviços oficiais de estatística e geografia de alcance nacional”, escreveu o ministro na decisão, reiterada no julgamento iniciado nesta manhã.

Às vésperas do julgamento, a Advocacia-Geral da União recorreu da liminar pedindo que o Supremo reconsidere a decisão ou então que, ao menos, determine que o levantamento seja adiado para 2022, “devendo o Poder Executivo tomar as medidas administrativas e orçamentárias pertinentes para a destinação de recursos necessários ao IBGE”. O recurso foi negado pelo relator.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?