Gilmar diz que não se sente impedido de relatar inquérito contra Aécio
O ministro do STF foi gravado em interceptação telefônica em conversa com o senador afastado, na qual combinam suposta troca de favores
atualizado
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Relator de um dos inquéritos da Operação Lava Jato que apura denúncias de ex-executivos da Odebrecht contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta segunda-feira (26/6) que não se sente “nada impedido” para relatar o caso. O magistrado não quis falar com jornalistas após uma palestra sobre saneamento no Instituto Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo.
O ministro foi gravado, em uma interceptação telefônica feita pela Polícia Federal, em 26 de abril, em uma conversa com Aécio. No diálogo, o tucano pede para Gilmar convencer o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) a seguir a posição dele próprio na votação do projeto que trata da lei de abuso de autoridade. Gilmar Mendes concorda e diz que vai ajudar o senador mineiro.
O inquérito instaurado na Corte contra Aécio foi redistribuído na sexta-feira (23), após decisão da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia. Ela concordou com o argumento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de que a investigação não está diretamente relacionada à Lava Jato, de relatoria do ministro Edson Fachin.