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O deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do futuro presidente, Jair Bolsonaro (PSL), disse nesta sexta-feira (7/12) que seu ex-motorista e ex-assessor Fabrício José Carlos de Queiroz prestará esclarecimentos ao Ministério Público Federal sobre a movimentação atípica em suas contas bancárias de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Flávio informou já ter recebido explicações satisfatórias de Queiroz.

“A versão que ele me coloca é bastante plausível”, afirmou o deputado estadual, acrescentando que Queiroz apresentará provas e explicações ao Ministério Público. “Até que se prove o contrário, eu confio nele”, disse Flávio Bolsonaro, lembrando que conhece o ex-assessor há mais de 10 anos. “Tenho toda a tranquilidade. O que me foi relatado é que não há nenhuma irregularidade”, afirmou.

Flávio Bolsonaro concedeu entrevista coletiva em frente à casa do pai, em um condomínio na Barra da Tijuca (RJ). Segundo ele, estava incomodado com a situação envolvendo seu ex-assessor.

Para o deputado, a conversa com o ex-assessor foi positiva e as explicações dadas por Queiroz foram suficientes. Flávio afirmou, entretanto, que ele e o pai ficaram “surpresos” e “chateados” com o caso. Ele afirmou ainda que não tornaria públicas as explicações de seu ex-motorista a pedido dos advogados dele.

“Não tenho nada para esconder de ninguém”, ressaltou. “O acusado é ele, não sou eu”, destacou. “Ele me relatou uma história bastante plausível e me garantiu que não haveria nenhuma irregularidade. [Mas] quem tem que ser convencido é o Ministério Público. Assim que for convocado, ele vai esclarecer”, disse Flávio Bolsonaro.

Relatório do Coaf
Segundo informações publicadas pela imprensa nesta semana, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) anexado à Operação Furna da Onça, que investigou a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), indicaria movimentação financeira atípica do ex-assessor.

Nesta sexta, o ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, levantou dúvidas sobre a isenção do Coaf e disse que há interesses em desestabilizar a gestão de Bolsonaro.

“Setores estão tentando destruir a reputação do sr. Jair Messias Bolsonaro. No Brasil, a gente tem que saber separar o joio do trigo. Nesse governo é trigo. (…) Onde é que estava o Coaf no mensalão, no petrolão?”, disse o ministro, que participou de um debate com empresários em São Paulo. O Ministério da Fazenda informou que o Coaf não irá se manifestar sobre a polêmica.