Esquema de fraudes no Exército bancou prostitutas para militares

Empresário que teria boa relação com oficiais do Comando Militar de Amazonas pagou festa em motel para "facilitadores"

atualizado 21/07/2020 19:20

A Justiça Militar da União (JMU) condenou na última sexta-feira (17/7) 26 pessoas – entre empresários e militares do Exército Brasileiro – acusados de praticar um esquema de fraudes no Comando Militar da Amazônia.

Os crimes aconteceram, segundo a sentença, entre os anos de 2005 e 2006. O grupo, de até 39 pessoas, teria praticado fraudes licitatórias e contratuais na compra de alimentos para o comando amazonense.

Os investigadores apuraram manipulação de planilhas de preços para favorecer os empresários, fraudes e desvios na distribuição de gêneros e até o recebimento de propinas por parte dos militares.

Entre os oficiais das Forças Armadas, estão dois coronéis, um tenente-coronel, um tenente, um subtenente, um major e cinco capitães. Há ainda praças que recebiam “mesadas” de R$ 500.

Ligações demonstraram que o contato de dois militares era tão estreito com um dos empresários, “que este último contratou prostitutas e promoveu uma festa em um motel de Manaus para os referidos oficiais”, diz.

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