Defesa confirma projeto-piloto em teste de integridade das urnas

Na quarta-feira (31/8) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tratou o projeto-piloto complementar como "possibilidade"

atualizado 02/09/2022 12:24

Urna eletrônica é vistoriada pelos técnicos indicados pelo Ministério da Defesa fazem a inspeção dos códigos-fonte no TSE Hugo Barreto/Metrópoles

O representante do Ministério da Defesa, general Rodrigo Vergara, afirmou nesta sexta-feira (2/9) que o projeto-piloto para usar biometria de eleitores em teste de integridade das urnas deverá ser aplicado já nas eleições deste ano.

Segundo Vergara, a sugestão das Forças Armadas foi acatada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após reunião entre o ministro Alexandre de Moraes e o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira.

A expectativa, afirmou Vergara, é que o projeto-piloto seja aplicado em uma amostragem dentro de 600 urnas, em outubro.

O teste de integridade ocorre desde 2002 e funciona como um mecanismo de auditoria ao simular uma votação normal. A auditoria não tem participação de eleitores. Na prática, o objetivo é verificar se o voto depositado é o mesmo que a urna eletrônica registra.

Após a reunião com Nogueira, o TSE divulgou uma nota em que tratou o projeto-piloto complementar como “possibilidade”.

“Também foi reafirmado que haverá a divulgação de todos os BUs (Boletins de Urna) pelo TSE, possibilitando a conferência e totalização dos resultados eleitorais pelos partidos políticos e entidades independentes”, assinalou a Corte Eleitoral.

Nesta sexta-feira (2/9), o TSE concluiu mais uma etapa para garantir a segurança e a inviolabilidade dos dados das urnas eletrônicas: a lacração dos sistemas. Além disso, o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, e outros representantes da Justiça Eleitoral assinaram o programa digital.

Agora, as chaves, lacradas digital e fisicamente, serão levadas para armazenamento na sala-cofre do tribunal.

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