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Ao requerer a prisão preventiva do ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), o Ministério Público Federal (MPF) o classificou como “criminoso habitual”. Segundo a Procuradoria, ele “continua praticando crimes”. O documento destaca que “lavagem de dinheiro por ocultação é delito permanente”.

Nesta sexta-feira (8/9), Geddel foi preso pela Polícia Federal em Salvador (BA) por ordem do juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília. O ex-ministro estava em regime domiciliar. Agora, vai para a Penitenciária da Papuda. O principal motivo para a prisão do peemedebista foi a descoberta pela Operação Tesouro Perdido do bunker com R$ 51 milhões no bairro da Graça, a 1 km da residência de Geddel.

Segundo a Procuradoria, “mesmo detido, ele [Geddel] poderia, como efetivamente o fez, manter contatos com outros envolvidos nos crimes”.

Também a pedido do MPF, a corporação prendeu Gustavo Pedreira Couto Ferraz, superintendente da Defesa Civil de Salvador, apontado como “uma pessoa próxima” a Geddel, cujas digitais foram identificadas na superfície dos sacos plásticos que envolviam o dinheiro apreendido na Operação Tesouro Perdido, deflagrada na terça-feira (5).

No apartamento do empresário Silvio Silveira, emprestado a Geddel, os agentes encontraram R$ 42,6 milhões e US$ 2,6 milhões em caixas e malas.

A missão desta sexta-feira “tem como propósito preservar a ordem pública e impedir a destruição de provas bem como a prática de novos crimes”, assinalou a Procuradoria.

Investigado desde o ano passado na Operação Cui Bono?, que apura desvios de recursos em vice-presidências da Caixa Econômica Federal, Geddel estava em prisão domiciliar desde o mês de julho, após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Entre 2011 e 2013, o político baiano ocupou a vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa.

Defesa
A defesa do peemedebista afirma que vai se manifestar quando tiver acesso aos autos.

 

 

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